sexta-feira, março 15, 2013

"A Casa da Memória", pelo Teatro do Imaginário, em Paris


No dia 17 de Março, a partir das 14 horas, em Bourg-la-Reine (Paris), o Teatro do Imaginário (Manigoto - Pinhel) leva a palco no Théâtre de L'Agoreine a peça "A Casa da Memória". Trata-se de uma iniciativa do Centro Cultural dos Portugueses de Bourg-la-Reine. Será, com toda a certeza, um excelente momento para reavivar memórias e reviver momentos que nunca se esquecem. Se algum famalicense ou guardense andarem lá por perto, não percam este delicioso momento.

terça-feira, março 12, 2013

Finalmente, em crónica - 10. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)

1. Em todos os cantos da cidade se vai por estes dias levantando a voz para comentar ou tentar perceber quem vão ser as caras que aparecerão como candidatos à presidência da Câmara Municipal da Guarda. Há já candidatos assumidos, como são os casos daquele que tem nome de Rei Mago e do outro que na minha meninice se me apresentou sempre como o advogado do Diabo, mas consubstanciado num eufemismo religioso. E há os putativos candidatos, sendo que, na minha modesta opinião, um é mais putativo do que outro. Por um lado Virgílio Bento, um candidato forte e com provas dadas junto dos cidadãos que vive refém dos apoios que não desejaria ter, mas que lhe são dados porque esses apoios não têm mais nenhum candidato sério que os aceite como apoiantes, e refém também de uma “esquisita” vontade popular que parece capaz de galvanizar o próprio Vice-presidente da Câmara. E o problema de Virgílio coloca-se neste exacto ponto, pois não parece ser conciliável o apoio da massa cidadã que está cansada dos bastidores da política com o apoio da velha guarda que só sobrevive à custa dos bastidores da política e do carneirismo. 

(...)


Moimenta da Serra, 11 de Março de 2013 
Daniel António Neto Rocha 

(Excerto da Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 12 de Março de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm

segunda-feira, março 11, 2013

Guarda: Finalmente o "Finalmente"

(Foto: Armando Neves/TMG)

"Estreia a 14 de Março a nova aventura do Projéc~; chama-se “Finalmente [em quatro andamentos]” e é levada a cabo no âmbito do seu laboratório criativo, o Lab~. Foram desafiados quatro criadores guardenses a encenar, cada um deles, uma peça com o mesmo tema: o fim. ”. Quatro artistas, quatro pontos de vista, quatro abordagens criativas, o mesmo “Fim”. Daniel Rocha, Daniel Martins, João Louro e Élia Fernandes são os encenadores convidados. Entre quinta e sábado (de 14 a 16 de Março) o espectáculo sobe ao palco do Pequeno Auditório do TMG com sessões às 21h30.

Na história de Daniel Rocha há uma casa em construção e duas pessoas que não se conhecem, mas que se relacionam profissionalmente. Com eles ficaremos a saber mais sobre as estranhas errâncias do Fim.
O texto e encenação são de Daniel Rocha e a interpretação estará a cargo de Carla Morgado e Pedro Sousa.
Daniel Rocha iniciou-se na encenação em 2007 num curso promovido pelo Inatel e pelo TMG que teve como orientador Gil Nave. Desde esse curso, tem vindo a preparar pequenas encenações em contexto escolar e formativo. Tem colaborado, como actor e autor, em vários espectáculos do TMG, como o Julgamento e Morte do Galo do Entrudo.

No segundo andamento de “Finalmente” surge a trabalho de Daniel Martins. O criador guardense mostra que «… unicamente o infinito pode ter fim!», numa interpretação de Paulo Lisboa e Paula Costa com encenação de Daniel Martins e Tânia Maria.

Na versão de João Louro, o “fim” é «Um dia bem passado entre a vida e a morte nas viagens que se somem no trilho da sorte de cada homem e seu filho». O texto é de Galo Porno; a encenação é de João Louro; a interpretação de João Neca, Nuno Tavares, Carlos Morgado e Filipe Ruas; a música/sonoplastia tem a autoria de João Clemente, o vídeo de Mecca e a voz off de Américo Rodrigues.
João Louro nasceu na Guarda em 1979. É licenciado em Design Multimédia pela Universidade da Beira Interior. Entre 1996-2006 integrou várias peças como actor no Teatro Aquilo no qual colaborou também como cenógrafo, figurinista e em bandas sonoras. Posteriormente encenou “Gregoire” com texto de Galo Porno e realizou “Fado Citrino”.

O último andamento de “Finalmente” é o da criadora Élia Fernandes. A encenadora apresenta um excerto da obra ”O Fim” de António Patrício, peça estreada em 1909, integrando-se na estética teatral simbolista. Este trabalho conta com a interpretação de Teresa Mendonça e de Américo Rodrigues.
Élia Fernandes é co-fundadora do Aquilo-Teatro e da Associação Luzlinar. Como actriz participou em “Nana Ina Não…”, “O homem de V.W branco da minha juventude”, “A morte de príncipe”, “ A mão deslizante sábia no amor e deslizante” e “O amor a dois”. Desenhou figurinos e criou música original para várias peças. Encenou “Memória de sombras e de pedra”, “Duendes do lago”, “A menina do circo” e “Escolinha do mar” e “O amor está no ar”, entre outras.

“Finalmente [em quatro andamentos]” fica em cena até sábado, dia 16 de Março, o espectáculo é para maiores de 16 anos."
(Fonte: TMG)

domingo, março 10, 2013

Estreia de "A casa da memória"

Alegria, esforço e muita dedicação são os grandes ingredientes de uma estreia com um resultado final muito interessante. Como em todas as estreias, o nervoso miudinho e a ânsia de fazer bem foram os grandes obstáculos que este Teatro do Imaginário teve de enfrentar, mas, na modesta opinião deste membro do público, o sucesso da peça está garantido! Sobre o texto não falarei, pois estaria a ser juiz em causa própria, reservando algumas palavras para o lançamento do livro com a peça no, sempre poético, dia 23 de Março. Gostei muito da encenação e do esquema de luz. Ambos simples, mas muito eficazes. O trabalho dos actores é maravilhoso e extremamente gratificante. Parecendo simples, é muito exigente e requer uma disciplina rígida durante cerca de 1 (uma) hora. E todos eles se comportam muito bem! Mais importante ainda, e tanto que eu gosto desse aspecto, é o brilho que emana dos olhos de todos eles! Correções e melhorias? Claro que há a fazer, mas sempre se pode fazer melhor, mesmo quando tudo parece já perfeito!
Daqui a minutos voltam a pisar o palco e o meu desejo é que, no mínimo, corra como ontem e que os seus olhos voltem a cativar todos aqueles que tiverem o privilégio de assistir!

quinta-feira, março 07, 2013

Pausa

Depois de mês e meio de intensa labuta, apanho com dois dias de zero actividade que, aliada ao tempo cinzento e húmido, me empurra para dentro de casa. Depressão potencial, dirão os mais atentos pesquisadores e investigadores deste espaço. Leitura e escrita, direi eu. "A vida em surdina", de David Lodge, está prestes a encerrar as suas capas e o conto "O fato", deste vosso amigo, verá a luz do dia. Amanhã é dia de fins! 

terça-feira, março 05, 2013

A equipa responsável por "A casa da memória"

Foto do ensaio ("pedida emprestada" da página do facebook do Município de Pinhel)


"A Casa da Memória", pelo Teatro do Imaginário - Manigoto
Cineteatro São Luís - Pinhel
Sábado - 9 de março, 21.30h | Domingo - 10 de março, 16.00h



Ficha técnica: 

Encenação de Alexandre Sampaio a partir da obra “A Casa da Memória”, de Daniel Rocha; 

Interpretação de Ana Mesquita, Bernardo Cerdeira, Daniel Ferreira, Diogo Cerdeira, Diogo Paulino, Fernanda Fernandes, José Ferreira, Maria Gonçalves, Maria Luísa Mesquita e Sofia Paulino; 

Luminotecnia de António Freixo; 

Produção Teatro do Imaginário 2013.


Podem seguir a apresentação do elenco aqui

domingo, março 03, 2013

Um dia antes

O dia 4 de Março vai ser sempre o dia mais importante que já conheci e que, provavelmente, virei a conhecer.

sábado, março 02, 2013

Pinhel: o bilhete para "A casa da memória"


A estreia da peça "A casa da memória", pelo Teatro do Imaginário, está marcada para o dia 9 de Março, pelas 21h30, no Cine-Teatro de Pinhel. No dia seguinte (10 de Março) haverá, pelas 16h, a segunda representação desta peça. O preço do bilhete ( 3€ ) é simbólico e, por certo, não será impeditivo de assistir a esta realização de uma das entidades mais activas do concelho de Pinhel. Podem comprar os bilhetes com antecedência ou pedir mais informações através do número de telefone do Grupo de Amigos do Manigoto (GAM): 271 411 472

723 anos de História (nem sempre positiva, é certo!)


Parabéns atrasados, Alma Mater! Imagem (da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra) de marca de uma "casa" com muita e variada história. Ainda aqui há dias falava com alguns imigrantes sobre o peso que esta Universidade continua a carregar como agente de excelência do ensino superior na Europa e no resto do mundo. Diziam-me eles que o reconhecimento da História da Universidade de Coimbra faz com que se olhe para os portugueses como um povo culto e inteligente. O que eles não sabiam era da existência de mais de cinquenta entidades privadas que se dedicam ao ensino superior (o número que avancei foi, sei-o, muito baixo!) e que a maior parte dos governantes deste país saíram (alguns passaram por lá só para recolher um grau, lembrando-me eu das licenciaturas relâmpago que tanto alarido criaram) destas instituições.
Foi ontem, dia 1 de Março de 2013, que se celebrou o Septingentésimo Vigésimo Terceiro aniversário da Universidade de Coimbra. Convém aqui fazer uma chamada de atenção para algo que é pouco importante para os Relvas e Coelhos deste país, mas que é um facto: foi um Rei poeta que imaginou esta Universidade!
Continuo eu a dizer: só quando voltarmos a ter um Governo de humanistas é que este país da treta poderá reinventar-se!

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Estreia em Pinhel no dia 9 de Março, pelas 21h30



Estreia: 9 de março, 21.30h | 10 de março, 16.00h
Cineteatro São Luís - Pinhel

Para aquisição dos bilhetes, contactar o Grupo de Amigos do Manigoto - 271 411 472


(Fonte da Informação: Facebook do Município de Pinhel e Câmara Municipal de Pinhel)

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Crónica dos “caga-sentenças” ou de como Portugal tem um governo de mercenários - 09. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)

1. E o mais triste de tudo é que nós ainda continuamos a permitir que haja gente desta a gerir o todo nosso, que é o Estado. Ainda hoje, e já passaram dois ou três dias, tenho uma vontade extrema de pegar em facas e em outros objectos que possam causar dano de cada vez que me lembro dos mercenários Borges, Botas e Moedas. Não estão a ver quem possa ser? Pois, estamos tão concentrados em saber a letra do “Grândola Vila Morena” que nos esquecemos de ler e ouvir aquilo que vai sendo babujado aqui pela parvónia lusitana. Este trio de animalejo sentido, representativo daquilo que está bem e se recomenda por muitos e bons anos, parece ter cada vez maior o ego e a bolsa. Neste fim-de-semana, o Borges veio do alto da sua cadeira de “caga-sentenças a mando do Governo” afirmar a plenos pulmões que, e passo a citar, “os portugueses ainda têm de apertar mais o cinto!” Será óbvio que o vómito asinino do senhor assenta em toda a política de recuperação financeira que o país atravessa, mas não foi esta questão falsa e preocupante que me deixou atarantado. A questão principal, que é transversal ao Botas e ao Moedas e que parece ser uma das características dos currais políticos deste país, é esta: a que raça ou a que nacionalidade pertencem estes seres que se afastam do comum dos portugueses? É bastante normal ouvir em debates da Assembleia da República os senhores deputados referirem-se aos “portugueses” e às “portuguesas”. É mais difícil, mas também acontece, ouvir o senhor Presidente da República afirmar que os “portugueses” e as “portuguesas” não podem mais em vez de fazer análises linguísticas que só favorecem os amigos do peito. É muito normal ouvir os líderes dos partidos dizerem que “os portugueses” e “as portuguesas”. E então os caciquistas da nação… nem se fala! 

(...)

Moimenta da Serra, 25 de Fevereiro de 2013 
Daniel António Neto Rocha 

(Excerto da Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 26 de Fevereiro de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm)

Pensalamentos #73

Na curvatura da descida
encontrem-me uma espiral
de deleitosa expiação.

sábado, fevereiro 23, 2013

"Finalmente" na Guarda

E os dias de trabalho intenso com o projecto "Finalmente" continuam em grande ritmo. Dois actores são quase trucidados por um encenador furioso e chato. Gabo-lhes a paciência! 
Entre os dias 14 e 16 de Março, sempre às 21h30m, no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda, poderão ver o resultado final.
Isto é... se os actores não fugirem até lá!

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Teatro: estreia de "A Casa da Memória"



Vai ser já no início do próximo mês, mais concretamente no dia 9 de Março, pelas 21h30, que o Cineteatro São Luís, em Pinhel, vai receber a estreia da peça "A Casa da Memória". Escrevi esta peça a partir do imaginário e das vivências do Manigoto, e estou "em pulgas" para ver e ouvir o trabalho incansável de actores, encenador e restante equipa técnica. 
É uma peça com um encanto especial e que não devem perder. Daqui a uns dias digo-vos onde e quando podem começar a procurar os bilhetes! Podem descarregar a Agenda Cultural de Pinhel aqui.

Teatro: já reservaram o vosso lugar?


terça-feira, fevereiro 12, 2013

Crónica séria sobre Bento XVI e cómica sobre a sede de poder - 08. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)

1. A renúncia de Ratzinger ao seu papel de pastor da Igreja Católica e ao nome de Bento XVI é vista por muitos como algo completamente inesperado. Claro está que o timing escolhido é completamente inesperado e poderá causar alguns debates curiosos entre aqueles que estão sempre disponíveis para criar alguma teoria da conspiração sobre a forma como são geridos os muros do Vaticano. No entanto, se tivéssemos estado atentos ao que se disse e escreveu naquele já longínquo mês de Abril de 2005, poderíamos hoje reconhecer que tudo não passa do final de um período de transição que até nem correu muito mal. A idade do cardeal Ratzinger e o papel que desempenhou junto de João Paulo II, até ao fim da vida deste, apontavam desde o início do pontificado de Bento XVI para uma solução que seria obrigatoriamente de curta duração. E o facto é que isso aconteceu. Mesmo assim este homem, que liderou a Igreja durante sete anos de altos e baixos, teve momentos de grande atitude e conseguiu surpreender todos aqueles que lhe imaginavam um percurso penoso e de contínuo afastamento dos crentes. É certo que hoje ainda se olha para trás e, para aqueles que aprenderam a admirar João Paulo II, se sente a falta daquela presença constante e contagiante do papa de Fátima, mas Bento XVI não foi o conservador e reaccionário que muitos esperariam, sendo mesmo capaz de derrubar muros que separavam a Igreja da sociedade moderna e que João Paulo II nunca consentiu que fossem derrubados. Agora, e sabendo nós do calculismo que costuma existir ao mais alto nível dentro da religião católica, esperemos calmamente pelo novo nome que ocupará a cadeira de São Pedro e vejamos se a solução de transição serviu mesmo para preparar um melhor futuro da Igreja. O certo é que se a preparação do futuro que se avizinha foi desleixada esse seria, sim, um grande e rude golpe na credibilidade da Igreja e na fé cristã.

(...)
Moimenta da Serra, 11 de Fevereiro de 2013
Daniel António Neto Rocha

(Excerto da Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 12 de Fevereiro de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm

Julgamento e Morte do Galo do Entrudo 2013 - Guarda (III)

Como os leitores deste blogue sabem, fiz aqui o anúncio da minha participação neste evento teatral com a personagem de JUIZ. É claro que o fui, mas só por instantes. O propósito era criar uma ilusão e fazer com que o elemento teatral funcionasse "às mil maravilhas". Claro que foi preciso "iludir" um pouco a realidade, mas o propósito é quase sagrado: para o sucesso do espectáculo, todos os sacrifícios são realizáveis! E assim foi! Mas, sim, peço desculpa a todos aqueles que consegui enganar um bocadinho e prometo que numa próxima vez serei mesmo eu a assumir um dos papéis principais de uma qualquer realização teatral. Isto se não emigrar primeiro, mas isso são outras histórias!

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Bento XVI resigna?



A informação está a ser lançada por todos os órgãos de comunicação social internacional e referem que a renúncia acontecerá no dia 28 de Fevereiro.

Ler mais aqui (em italiano).

domingo, fevereiro 10, 2013

Crónica Bombeiros.pt: Uma nova dinâmica

1. Os tempos que se apresentam não prometem facilidades! Não sendo esta uma frase feita ou uma qualquer intenção de propósitos, convém relembrar que acima de tudo são pessoas de carne e osso que não vão ter uma vida fácil. Se pensarmos que, enquanto bombeiros e agentes da protecção civil, somos os primeiros a contactar com a desgraça alheia ou com uma qualquer situação de dificuldade que se apresente a toda a comunidade, não será difícil de perceber que temos de estar preparados para o pior cenário possível.

2. Os passos dados pelas ruas são, em regra, rápidos e inseguros. A imensa treva que se apresenta no presente e vislumbramos no futuro é só um pouco daquilo que a realidade nos trará. Agora, mais do que nunca, é importante percebermos o nosso papel de zeladores da segurança da comunidade e de “psicólogos” da amargura diária. Mais do que nunca deveremos colocar todo o nosso conhecimento e toda a nossa solidariedade ao serviço daqueles que, cada vez em maior número, irão optar por nos convocar sempre que se sentirem sós. Mais do que nunca deveremos ser capazes de mostrar a nossa humanidade e a nossa humildade. Temos, portanto, de nos lembrar que o nosso lema “Vida por Vida” não significa só “dar a vida para salvar a dos outros” mas que significa também “estar disponível para ajudar os outros”. E esta leitura só é possível se todos nós optarmos por ser pessoas que se preocupam. Sabemos todos que tantos de nós estão também em condições difíceis e a precisar de ajuda, mas sabemos que só com a entreajuda é que tudo pode melhorar. O espírito de dádiva e de entrega, que é a nossa marca principal, é também o centro de uma postura honesta que se impõe a um país. Todos sabemos que os nossos representantes políticos não gostam desta postura de honestidade (sendo promíscuos e extremamente hábeis a perpetuar a corrupção e a ganância), mas nós sabemos o que as comunidades sofrem, pois não conseguimos ser cegos quando sabemos que de nós pode depender uma vida. Por tudo isto, temos todos a responsabilidade de compreender as pessoas e de lhes mostrar que nos preocupamos com elas. Só mostrando que nos preocupamos com a comunidade é que a comunidade poderá um dia perceber que nós somos mais importantes do que qualquer bem que possua e que nós somos de carne e osso.

3. E é nesta óptica da melhoria diária e do contacto cada vez mais clarificador com todos aqueles que seguem o Portal Bombeiros.pt que nós temos vindo a trabalhar. A partir de hoje a rubrica de crónicas que se chamava ”A visão do bombeiro” passará a chamar-se “Uma visão sobre os bombeiros”. Esta mudança deve-se a uma maior abertura deste espaço de opinião à visão que “outros” têm de “nós”. Será, portanto, um espaço em que coexistirão bombeiros e cidadãos, de muitas e variadas procedências, com um único propósito: falar sobre o papel dos bombeiros e a forma como a sociedade os vai compreendendo. Assim, ao painel que será fixo e rotativo, poderá acrescentar-se a opinião de outras vozes. Sempre numa visão de construção colectiva e de melhoria social. No lote de cronistas para esta nova temporada participarão bombeiros, antigos elementos de quadros de comando, dirigentes de associações humanitárias, jornalistas, professores, formadores e (seria impossível deixar de parte!) desempregados. A partir de hoje e até ao final do ano serão aqui apresentadas muitas visões e serão feitas muitas avaliações àquilo que é a nossa maior preocupação hoje e sempre: o nosso papel no serviço às populações!


Moimenta da Serra, 10 de Fevereiro de 2013
Daniel António Neto Rocha

(Texto publicado e disponibilizado no Portal Bombeiros.pt no dia 10 de Fevereiro de 2013)

sábado, fevereiro 09, 2013

Teatro: mundo surpreendente



E sempre que me divirto a escrever teatro sou invadido por uma aura de surpresas e de vida própria das personagens. Vejam bem que estou para aqui a terminar uma peça, curta, e os dois personagens estão constantemente a trocar-me as voltas! Vamos ver se consigo pôr ordem nestes dois seres excepcionais e cada vez mais surpreendentes!

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Repentes #19 - Coisas do Facebook


Hoje aconteceu-me aquilo que vai ser cada vez mais comum nas redes sociais: estar "na realidade" ao lado de alguém que é nosso amigo no Facebook e que nós não conseguimos reconhecer. Coisas que as redes sociais tecem. Conhecemos as pessoas? Talvez, mas só um pouco. Portanto, desculpem todos aqueles que comigo partilham amizade no Facebook se um dia nos encontrarmos e eu não os reconhecer. Saibam que não é por mal e que podemos sempre brindar a este novo e real encontro com um bom tinto da Beira.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Teatro: um desafio na Guarda e no TMG

Há uns anitos, numa fase "escura" da minha vida, o Teatro Municipal da Guarda (TMG) abriu-me as suas portas para um Curso de Encenação, em colaboração com o INATEL. Foram dias muito positivos e em que o Mestre Gil Nave nos deu muitas e boas armas para o duro ofício de encenar. Desde aí dediquei-me um pouco mais ao teatro enquanto espaço de criação (fui preparando encenações que nunca viram a luz do dia e colocando no palco algumas extremamente simples e muito curtas, mas todas muito pedagógicas para mim). Agora e a convite do TMG (sempre o TMG como espaço de novidade e de criatividade, e de desafio constante aos que na Guarda vivem e querem viver!) irei participar num projecto aliciante e, também, desconcertante. Quatro pessoas, quatro textos, quatro interpretações daquilo que a temática do fim tem para nos dizer. Leitura caleidoscópica? E mais não digo!


 

"O Lab~, laboratório criativo do Projéc~ (estrutura de Produção Teatral do TMG), desafiou quatro criadores da Guarda a encenar quatro pequenas peças sobre o mesmo tema : "o fim". Quatro artistas, quatro pontos de vista, quatro abordagens criativas. Daniel Martins, Daniel Rocha, Élia Fernandes e João Louro apresentam as suas propostas para este desafio criativo. Finalmente [em quatro andamentos] estará em cena entre 14 e 16 de Março (de sexta a sábado) no Pequeno Auditório." (Fonte: Blogue do TMG)

Repentes #18 - Investimentos naquilo que é nosso

Soube-me bem ver ontem o programa "Portugal de..." com o jornalista Ricardo Costa. Como é comum dizer, não conheço muitas ideias dele para além daquilo que passa na televisão, que como todos sabemos é uma imagem demasiado limitada para ser levada a sério, mas bastaram duas ou três ideias para perceber que o homem "não é tolo de todo".
Pois bem, concordei com ele especialmente em dois assuntos: a invasão da "sagrada família da economia", que é o mesmo que dizer "troika", e o investimento estratégico no ensino do português no estrangeiro. O primeiro dos assuntos é uma questão que me perturba e me deixa cada vez com mais dúvidas. Não é que este homem, que sentiu na pele as anteriores vindas do FMI, levantou a lebre e disse que em termos de futuro do país não percebe o que este "trio maravilha" está a fazer em Portugal? Porque é que estão por aqui a "orientar" uma tropa cada vez mais fandanga que não tem estratégia para o país? Eu até tentava explicar isto com palavras brutas ou agrestes, mas prefiro fazer uma pequena alusão: a satisfação e o silêncio que os senhores dos bancos e dos grandes grupos económicos assumiram é para estranhar! No segundo caso, o do investimento estratégico, o homem fez uma alusão que é essencial e que parece que ninguém vê: a atracção de investimento faz-se através da sedução pela cultura. E que melhor embaixador do que alguém que ensine Português e a cultura portuguesa? O problema é que quanto mais cultura há, menos controle social há, pois se "as palas" forem rejeitadas descobrem-se todas as porcarias que os pequenos ditadores querem impor.    

terça-feira, fevereiro 05, 2013

Pensalamentos #72

No sem luz
do dia,
virando a esquina
mais apertada,
a Noite
dá-me silenciosa
o pensamento
da ausência
encontrada

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Pensalamentos #71

A porta
entreaberta
pelo medo
recusa a luz
e as gentes
honestas
que junto dela 
morrem

domingo, fevereiro 03, 2013

Investigador da Guarda em destaque no Portal Bombeiros.pt


"Sempre curioso e disponível para aprender, Elmano Silva tem 44 anos e iniciou há 28 anos a sua ligação ao mundo da emergência (na coluna de socorro Henry Dunnant da Cruz Vermelha) e ao universo da proteção civil (no serviço regional de proteção civil da Madeira). Licenciado em Sociologia, Mestre em Sociologia, Pós-Graduado em Proteção Civil, mestrando em Proteção Civil, Oficial Bombeiro no CB de Fornos de Algodres, Mestre Florestal Principal e Técnico superior de Proteção Civil, é o convidado de Fevereiro na rubrica “à conversa com”." (Fonte: Portal Bombeiros.pt)

Ler mais aqui.

sábado, fevereiro 02, 2013

Repentes #17 - Escritor "freelancer"

Dada a vocação que vou tendo e o desafio constante a que o empreendedorismo nacional me vai obrigando, darei início em breve à minha carreira de freelance writer. Caso queiram já conhecer mais (uma vez que esta profissão pode englobar também trabalhos de produção editorial), podem contactar-me pelo email: danielroc@gmail.com .

Pensalamentos #70

E a ferida
aberta
e sanguinolenta
vai largando
vivas

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Surpresas no meio da Serra da Estrela

São surpresas que nos fazem olhar de novo para os sítios por onde passámos os olhos com descuidada atenção. Aconteceu isso, dizem os meios de comunicação social, com o escritor Gerrit Komrij que, sendo famoso e muito considerado na Holanda, viveu durante grande parte da sua vida "escondido" em Portugal. Perderam-se com este desconhecimento imensas oportunidades para um cruzamento real de experiências e aprendizagens, digo-o eu com toda a segurança.
Daí que aqui por Gouveia descobri um grupo de holandeses que, nem eu desconfiava, têm uma capacidade imensa de adaptação e de criação. 
Ver mais sobre a Quinta das Cegonhas e sobre os artistas Jos e José van de Hoogen.

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Pensalamentos #69

o silêncio escondeu-te
dentro do ocaso
de um som
negro

Crónica da escatologia financeira - 07. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)

1. A “festa nacional”, tão popularizada na voz estridente da Milu (antiga Ministra da Educação e actual Presidente da Fundação Luso-Americana), parece ter regressado ao panorama nacional. Não a festa como sinónimo de novas obras, de novos contractos de parcerias duvidosas com os privados ou de novos lugares de ouro para gente sortuda. A festa, durante a última semana, foi de alívio pelo regresso aos mercados a uma taxa de juro inferior (signifique lá isso o que significar!) que me cheirou a mim a um daqueles pratos bem condimentados e repletos de picante. A taxa de juro do empréstimo de dois mil e quinhentos milhões de euros, a cinco e a dez anos, ficou num patamar de cerca de 5% e o Gaspar sorriu. Eu, na minha leiguice económica, estremeci! 

(...)

Moimenta da Serra, 28 de Janeiro de 2013 
Daniel António Neto Rocha 

(Excerto da Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 29 de Janeiro de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm)

Pensalamentos #68

em tempos de guerra

enquanto uns
e outros
se digladiam em torno do poder

o mortal 
respira
e aspira
contando os segundos
até ao fim
do seu tempo

terça-feira, janeiro 29, 2013

Repentes #16 - A fome e o crime






Esta imagem não é de uma criança portuguesa, mas, pelo que acabo de ouvir na rádio TSF, não deverá tardar a que imagens de crianças portuguesas venham a ser muito iguais. "Em Guimarães, um Jardim Infantil foi assaltado. Os únicos produtos roubados foram dois pacotes de leite e quatro embalagens de farinha láctea." Estas foram as palavras que me deixaram quase sem reacção... Para onde estamos a andar?

Pensalamentos #67

E o pior
no meio do paraíso ensurdecedor
é ficar 
com a certeza de morrer
um dia
mas com os olhos
bem abertos
para tudo
o que é
mau

domingo, janeiro 27, 2013

Hipócritas Profissionais #1

Recebi uma mensagem na minha caixa de email de um empresário, gestor e director de algo  da Guarda que fazia apelo a um chavão que se vai desenvolvendo nos últimos tempos e que apela ao orgulho português naquilo que é nosso para poder vender mais um curso. É mais ou menos aquilo do compre o que é nosso! Apaguei o email de imediato, pois podia contaminar-me o pc, não fosse aquele senhor um carneiro de estimação de alguém que diz que prefere que as pessoas que trabalham para ele sejam de fora da Guarda, porque não têm vida pessoal na cidade!

Medidas (algumas politicamente incorrectas) para terminar com a crise #5



É a medida que se apresenta mais de acordo com os tempos que correm em Portugal Continental, já que pelas Autónomas não se sabe o que está a acontecer. E tenho a certeza que o meu amigo Gaspar terá toda a vontade em fazer cumprir esta medida. Já nós população... Alguns sim! Outros não! Uma grande parte nem sequer quer ouvir falar disto! Pois bem, parece-me que não há receita fiscal suficiente para satisfazer a gula governamental e, por esse facto, o Governo prepara-se para baixar ordenados e despedir na Função Pública. Criando mais desempregados com direito a Subsídio de Desemprego e provocando um problema nos planos de pagamentos e gastos daqueles trabalhadores que vêem os rendimentos bem reduzidos de uma hora para a outra. Daí que é um problema! Já ao nível dos outros trabalhadores o pior é mesmo a falta de trabalho e a precariedade, mas isso não deve preocupar em demasia o Governo que continua a querer cobrar a Comparticipação para a Segurança Social aos trabalhadores mesmo nos meses em que não têm rendimentos. A minha sugestão! E que tal se, em vez de nove meses a pagar ao Governo, nós passássemos um ano a trabalhar em exclusividade para ele? Calma... Não estou a provocar uma maior despesa salarial ao Estado. E que tal se o Governo estabelecesse connosco um contrato deste tipo: o Governo garante a todos os trabalhadores (do público e privado) e reformados o pagamento das suas dívidas mensais e das suas necessidades básicas, não deixando que as pessoas vivessem com dignidade; o trabalhador comprometia-se a não receber salário durante um ano, fazendo com que todo esse dinheiro servisse para ajudar o Governo a resolver o problema da dívida no imediato; esta medida seria aplicada a todos os portugueses, desde o Presidente da República até ao pedinte mais pobre (desculpem lá este pleonasmo).
Passado um ano: os portugueses teriam a sua contribuição plenamente cumprida (nem sei por quantos nos) e o Governo provaria se é realmente um bom gestor ou só um bom gastador.

sábado, janeiro 26, 2013

Casa da Rádio, na Rádio Altitude (26-01-2013)

Estive na conversa com o Joaquim Martins na Casa da Rádio, na Rádio Altitude. Hoje de manhã foi uma conversa muito agradável e onde fiz questão de, como sempre, falar direito e de forma incisiva. Os assuntos foram muitos e diversificados. Talvez lhes apeteça ouvir o que disse ou talvez não. Caso queiram, oiçam depois o podcast.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Julgamento e Morte do Galo do Entrudo 2013 - Guarda (II)

Porque a maldade não pode continuar, este ano serei eu a julgar! Preparem-se para assistir ao verdadeiro castigar!

É já no próximo dia 11 de Fevereiro, pelas 21h30, entre o Jardim José de Lemos e a Praça Luís de Camões (Praça Velha) - Guarda. A não perder!

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Pensalamentos #66

continuar
atroz e maldoso
na triste síncope social
torturando
espoliando
matando
a esperança da dignidade
e da verdade
num meio
apelidado
de sociedade
moderna

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Julgamento e Morte do Galo do Entrudo 2013 - Guarda


"Foi apresentada, dia 17 de janeiro, em conferência de imprensa, a edição de 2013 do Julgamento e Morte do Galo do Entrudo. A atividade decorrerá entre o Jardim José de lemos e a Praça Luís de Camões no próximo dia 11 de fevereiro, pelas 21h30. 
Este ritual expiatório contará uma vez mais com a participação das coletividades do concelho da Guarda e com um conjunto de atores e artistas convidados. Sob a coordenação de Américo Rodrigues, o Julgamento e Morte do galo do Entrudo terá os textos de Hélder Sequeira e a interpretação de Daniel Rocha, Valdemar Santos, Ivo Bastos, Antónia Terrinha, José Neves e Filipa Teixeira. A música original é de José Tavares, o Galo será concebido e construído por Rui Miragaia e o videomapping estará a cargo de Hugo Moreira, Mecca, João Pires e Pedro Baía. No final da noite, a organização distribuirá a habitual canja... de galo. 
De destacar ainda que nesta edição, paralelamente, a Culturguarda, em colaboração com o FotoClube da Guarda e com a autarquia, irão promover um concurso de fotografia no âmbito do Julgamento e Morte do Galo do Entrudo, cujo regulamento iremos revelar em breve. Fiquem atentos! 
Recordamos que o Julgamento e Morte do Galo do Entrudo está baseado em tradições populares da região e é por isso um Carnaval 100% português! O Julgamento e Morte do Galo do Entrudo é uma produção da Culturguarda Guarda para a Câmara Municipal da Guarda. 
Mais informações em jmg.mun-guarda.pt ." 

Fonte: Câmara Municipal da Guarda

Este país é uma anedota #4

PSP usa gás pimenta com alunos de uma escola de Braga que se manifestavam contra a decisão de agrupar a sua escola com outras do concelho de Braga. Parece que, para não baterem nos miúdos, decidiram encher-lhes a cara com gás pimenta, provocando a hospitalização de um deles. Chegámos ao ponto em que a primeira resposta é violenta e a segunda também. Seria difícil negociar com os manifestantes? Se calhar não se negoceia com terroristas, mesmo que portugueses, que defendem a sua escola e que têm entre 12 e 17 anos. Mas nada disto me surpreende! A resposta da polícia está de acordo com o que parece existir por estes dias pelas estradas e cidades de Portugal: os cães andam havidos de sangue! Ao que parece, pelo número de radares e de acções fotográficas que andam a aparecer pelas ruas das cidades e aldeias de Portugal, a polícia anda a fazer o serviço sujo e a comportar-se como a PIDE. Agora já não zelam pela ordem pública! Andam sim à busca de alguém que se desleixe ou que, face às urgências que a vida tem, ultrapasse a velocidade em rectas com visibilidades extremas. Viva a polícia! Viva o país cheio de grilhetas! Viva Salazar e esta sua nova prole! Viva esta anedota de país!

terça-feira, janeiro 15, 2013

Crónica de uma Vela bem acesa ou de um “Retrato de Mónica” - 06. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)



1. Há momentos e acontecimentos que não se podem perder e, sei-o, aquilo que eu perdi neste fim-de-semana é de facto uma grande perda. Nem é pelo facto de saber se alguém lhe prestou a devida atenção ou se, como é comum nestas paragens de gentes pasmadas, tudo não passou para todos como um mero exercício visual e juvenil. Não pensem que falo no concerto da fadista Ana Moura, que deve ter tido centenas de espectadores em pose de ocasião e de desinteresse pelo futuro da cultura na Guarda. Falo, isso sim, de 10 minutos de trágica visitação de um dos contos mais absurdos e ao mesmo tempo mais esclarecedores de Sophia de Mello Breyner Andresen, que se chama: “Retrato de Mónica”. Esta visitação, com contornos teatrais e tão ironicamente oportuna, tem como actor António Rebelo e todo o trabalho da equipa que compõe os Gambozinos e Peobardos – Grupo de Teatro da Vela (Guarda). Não sei como correu a estreia, sabê-lo-ei em breve, mas tenho uma firme certeza: aqueles que se vendem na praça pública e que são dissimulados profissionais, e que mesmo assim ousarem assistir a esta peça, levarão metaforicamente um forte murro no estômago.

(...)


Moimenta da Serra, 14 de Janeiro de 2013

Daniel António Neto Rocha


(Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 15 de Janeiro de 2013 - disponível em podcast emAltitude.fm)

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Pensalamentos #64

A sociedade continuará a ser uma mera ilusão enquanto o evitar da fome não for a prioridade antes da distribuição dos direitos adquiridos.

sábado, janeiro 12, 2013

Repentes #16 - Luxos de uma vida baseada na política: o caso do Mário!

Fonte: Jornal i
É, talvez, o primeiro texto do ano que vai trazer, com toda a certeza, alguma polémica a este blogue ao nível das várias opiniões que existem sobre a figura de Mário Soares e sobre as várias visões que cada qual terá sobre a sua importância para a vida do país. Estando eu numa fase em que vou pressentindo e absorvendo tudo o que disse e diz respeito a estas figuras, tenho também a minha opinião sobre este homem destacado na vida política portuguesa. Não quero, no entanto, falar hoje daquilo que penso politicamente sobre ele.
Este texto é sobre o internamento "por mera precaução", acrescenta o Jornal i, de Mário Soares no Hospital da Luz, que, dizem alguns, é o "Ferrari" dos hospitais em Portugal. Claro está que quero que o homem fique bem e que recupere, pois não sou daqueles que deseja qualquer mal aos outros, mas... podem dizer-me quantos portugueses têm a "sorte" de, indo a uma urgência, ficarem internados "por mera precaução"? Dir-me-ão alguns que ele tem dinheiro para pagar as particularidades que o tal hospital encerra. Então porque continua a ser suportado por dinheiro dos contribuintes? Não, não estou a dizer que, como me dizia em tempos um destacado guardense, o homem não tenha de viver com dignidade, dado ser um nome da história de Portugal. Mas, como eu dizia na altura, porque é que os outros portugueses não têm também direito a uma morte com alguma dignidade?
A lógica é muito simples. Mário Soares tem um tratamento de luxo e privado pago por dinheiros públicos ou dos contribuintes. O resto do povo, que nunca esteve em destacados lugares da política nacional, paga com dinheiro do seu trabalho o acesso a um tratamento simples em locais públicos e paga também o tratamento em hospitais privados ao ilustres (e suas rémoras) da política nacional. Isto é, se a opção não passar por não ir sequer ao hospital quando a sua doença efectivamente o recomenda para, "por mera precaução" pessoal, não chegar ao fim do mês com a família a passar fome.
Claro que estou para aqui a puxar uma conversa que, dirão alguns de vós, não passa de uma questiúncula, mas não é de pessoas que se trata? Não é Mário Soares um homem como o anónimo desgraçado que morreu num qualquer corredor de hospital deste país por não haver ordem para comprar uns medicamentos? "Por mera precaução" não se deveriam tratar todos os doentes da mesma forma? Ou, como Abril parece ter indicado e feito lei, a democracia e os seus direitos são só para quem foi a tempo de os tomar de assalto?