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segunda-feira, novembro 18, 2013

Guarda: colaboração com a Rádio Altitude




Terminou, com a reorganização da grelha de programas, a minha colaboração contínua com a Rádio Altitude. 

Infelizmente, nesta nova programação o espaço da Crónica Diária terminou (como é usual e saudável que se faça para não cansar o auditório) e foi-me proposta uma nova colaboração. Mais uma vez infelizmente, essa nova colaboração teria uma componente presencial que a distância (como sabem estou a viver fora da Guarda) me impede de assumir, uma vez que colidia com questões familiares muito importantes. No entanto, tal afastamento da colaboração regular não me impede de nutrir pela rádio e pelos seus profissionais uma amizade salutar e de lhes desejar as maiores felicidades para a temporada que hoje começa e para as suas próprias carreiras profissionais. Já lhes disse e quero tê-lo escrito publicamente: poderão continuar a contar com a minha colaboração assim ela seja útil e possível.
Foram quatro anos de colaboração estreita muito positivos para mim e o meu desejo é que o tenham sido também para todos aqueles que comigo trabalharam e para todos aqueles que seguiram as crónicas pela rádio e por este blogue. Agora que terminou esta fase, farei a publicação (num dia destes em que as condições externas se conjuguem) de todas as crónicas que resultaram desta colaboração. O título será "Atitude Crónica" e agrupará todas as crónicas escritas para a Rádio Altitude, todas as crónicas escritas até ao final de 2013 para o Portal Bombeiros.pt e uma pequena crónica/memória que foi escrita para o jornal Expressão. Espero que esta colectânea possa surgir em breve e, quem sabe, apoiada por algum mecenas ou por alguém que fosse um apreciador desta minha escrita. Caso não seja assim, certamente que terei um pouco mais de dificuldade em fazer esta publicação, mas ela será efectuada. 

Enfim, quatro anos de saudável convivência entre voz e escrita que não poderia aqui deixar de referenciar como algo muito positivo. Por isso, obrigado à Rádio Altitude e aos seus colaboradores! Um até já!

terça-feira, junho 18, 2013

Crónica dos caminhos para as autárquicas 2013 (parte três): as direitas (*) - 17. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada



1. O mundo actual está envolvido numa espécie de cabala numérica que mete (salvo seja!) o número três em todos os sítios possíveis e imaginários: na política, antiga ou actual, com o triunvirato e com a troika; na religião, com a santíssima trindade e com os três pastorinhos; na protecção civil, com o célebre triângulo do fogo; na sexologia, onde não farei qualquer tipo de alusão para não deixar chateado o senhor provedor; e no mundo da escrita, onde há-de haver sempre uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Perante esta espécie de ordem universal, também eu decidi trazer aos ouvintes uma crónica tripartida, que iniciei há cerca de um mês e que hoje aqui tem o seu fim. Tentei, nas quase análises que por aqui fui fazendo, mostrar o que trazem para a Guarda os candidatos independentes e os candidatos de esquerda, ficando para hoje a abordagem ao único, até agora, candidato de direita. Curiosidade ou não, são também, espremidos os campos de origem dos candidatos, três os principais candidatos a noivas do concelho. Mas deixemo-nos de núpcias antecipadas e vejamos o que nos traz o candidato da Guarda com Futuro.   

2. Álvaro Amaro é um velho conhecido da cidade, especialmente da velha cidade, sendo para os mais jovens cidadãos (como eu) quase um desconhecido. Homem político, que nos habituámos a ver como jogador de outros tabuleiros bem longe dos concelhos, o seu percurso, por paradoxal que pareça, foi bem ligado a funções concelhias e distritais. Nestas mesmas funções acabou por ter algumas picardias célebres que são muito importantes para perceber as eleições de Setembro. Tem a seu favor o facto de ser um político que faz um barulho quase ridículo quando se trata de defender aquilo em que acredita. Mas, será isto bom ou mau? Talvez seja mau, na medida em que nós não gostamos de cair no ridículo e no mau hábito de sermos caracterizados como gente rude e um pouco mal-educada por influência directa de um qualquer político. Talvez seja bom, na medida em que não importa a forma como se diz mas sim o facto de repararem em nós e nos ouvirem. Claro que penso, neste ponto, na forma eufórica e quase orgástica como pediu ao Primeiro-Ministro para não pagar, através do Turismo de Portugal, o Hotel de Turismo à Câmara Municipal da Guarda. Por este prisma, e pensando no imenso buraco negro que ainda está por explorar neste e noutros negócios estranhos na cidade, talvez Amaro consiga cativar mais do que repelir algum do eleitorado, mas terá para isso de fazer um trabalho de comunicação quase individual com as gentes do concelho. E estas são as boas notícias para Amaro: o facto de ser uma alternativa forte (há quem diga que não o será por manifesta antipatia pessoal) e o facto de ser um comunicador sem problemas em “chatear” quem quer que seja. Há, no entanto, uma suposta má notícia para Álvaro que talvez o não seja completamente. Falo da circunstância de Amaro ser o alvo a abater, não só por quem está naturalmente do outro lado da barricada mas também por quem até há bem pouco tempo partilhava a trincheira com este candidato. Olhemos bem, o candidato do PSD é o primeiro (se não for, corrijam-me) a entrar na corrida com a estrutura concelhia contra e com elementos desta a assumirem papéis preponderantes numa das candidaturas independentes. Claro que isto é muito mau em termos da imagem que a estrutura do partido quer passar, mas talvez esta desagregação dos apoios laranjas seja exactamente aquilo que Amaro pretende: o aparecimento, depois de muito tempo, de uma candidatura realmente una e coerente. Confusos? Talvez pareça mais confuso do que é, bastando, para nos esclarecermos todos, que nos lembremos dos resultados catastróficos das supostas unidades do partido nas várias autárquicas passadas. Com a ausência de unidade para uma candidatura, Amaro terá percebido, como todos nós já percebemos há muito tempo, que o PSD da Guarda é um partido que perde eleições quase que por vontade própria e quis (aí vai a bomba) testar as forças vivas da cidade, dando-se mal, pois, como Igreja no PS, suscitou o aparecimento em força dos velhos hábitos e vícios que, naturalmente, vão manobrando nas sombras. E é neste campo dos vícios que a união com o CDS-PP me levanta muitas dúvidas e que lá mais para a frente pode ter consequências desagradáveis para a coligação. No entanto Álvaro Amaro já demonstrou que pode ter alguns trunfos só tem é de os utilizar.     
 
3. Quem seguiu estas crónicas pode verificar que tentei ao máximo falar apenas dos cabeça de lista e das motivações que os pudessem acompanhar para esta corrida. Das cinco estruturas que se aprontam para a “guerra” há três com um potencial de vitória elevado e com motivações bem diferentes. Cabe-me, portanto, tentar concluir algo desta tríade. Primeiro, Bento é, cada vez mais, a face da continuidade e o facto de ser o receptor dos desavindos dos outros partidos insinua mais do que esclarece, não deixando de ser (quanto a mim compreensivelmente) o principal candidato à vitória. Segundo, Igreja é o candidato da renovação do partido e da renovação (caso vença) camarária, pois trará uma visão experimentada e realista da sociedade para o campo da discussão sobre o futuro da cidade, mas não me parece que seja o reformador que todos esperávamos que fosse inicialmente. Terceiro, Amaro é o representante quase profissional da mudança, só não sei se positiva se negativa, pois são estranhos os interesses guardenses na defesa de uma iniciativa, mas como última etapa da vida política quererá ele construir em vez de destruir, e isto pode ser importante para a definição de uma política e para a decisão do eleitorado. Para terminar, apressem-se lá, senhores candidatos, a apresentar a restante equipa porque o eleitorado quer ver bem com quem é que a mulher de César afinal se anda a deitar para que se faça um bom julgamento.      

Moimenta da Serra, 17 de Junho de 2013
Daniel António Neto Rocha

(Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 18 de Junho de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm)

(*) Disponível por um período limitado de tempo

segunda-feira, junho 17, 2013

Crónica: trio de crónicas termina amanhã

Termina amanhã (9h e 17h, na Rádio Altitude) a crónica tripartida sobre a corrida eleitoral para a Câmara Municipal da Guarda, a "Crónica dos caminhos para as autárquicas 2013". Termina com a análise da direita (a crónica de amanhã) e com uma pequena conclusão sobre quais serão, na minha opinião, as reais hipóteses de cada um dos candidatos (ali resumidos aos três principais) e aquilo que trarão à Guarda.

Entretanto e caso queiram, podem ler as anteriores aqui, sobre as candidaturas independentes, e aqui, sobre as esquerdas. 

terça-feira, junho 04, 2013

Crónica dos caminhos para as autárquicas 2013 (parte dois): as esquerdas(*) - 16. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)



1. Esta minha incursão de hoje vai visitar as esquerdas que se passeiam pela Guarda e que, com toda a margem de subjectividade que me é permitida, era suposto que trouxessem algum tipo de partilha do bem comum a todos os cidadãos. Haverá necessidade de voltar atrás no tempo para se verificar o potencial dos que agora se perfilam para a guerra, mas tentarei olhar com atenção para o que estes cabeças de lista podem trazer para a batalha autárquica futura. Como o Bloco de Esquerda ainda não tem um candidato assumido, o que podemos esperar da sua candidatura é uma posição de ataque constante a políticas velhas e caducas, e a actuantes políticos da Guarda que nada, ou quase nada, fizeram para colocar um caminho sustentado debaixo dos pés das gentes do concelho. Para além disto, nada mais poderei referir sobre esta alternativa bloquista até à sua apresentação. 



2. Ao nível dos candidatos, a grande surpresa é Mário Martins. Não conheço a sua intervenção política, visto que o conheço de outros quadrantes, por exemplo o cultural e o ambiental. Daí a minha imensa surpresa quando o vi como candidato pela CDU. Pesquisei e reparei que no sítio do partido é referido como um independente. E é apenas este ponto que me deixa completamente espantado, pois não conhecia este tipo de abertura à sociedade por parte do Partido Comunista Português. Avancemos! Mário Martins sabe que as suas hipóteses são reduzidas, até pela história, mas não se resigna a figura de cartaz. Disponibilizou no seu blogue o discurso de apresentação onde surge já todo o programa de acção, mostrando estar consciente daquilo que, segundo a sua visão, será o melhor caminho para o concelho. De forma corajosa e muito interessante, assume que tudo deve partir do campo e do ambiente até chegar à cultura. Bem sei que não é neste tabuleiro que se decide algo, mas penso que Mário Martins terá um papel muito importante na definição do debate que se seguirá.   



3. O Partido Socialista é o grande enigma do momento! Não se sabia que era um partido fracturado, visto que sempre houve um grande respeito pelo líder, por um lado, e uma grande sede de beber na fonte, pelo outro lado. Apostar no PS da Guarda era como apostar no cavalo que já se sabia ser o vencedor, uma vez que o jogo assim estava construído. Traído ou enovelado pelo partido durante anos, finalmente e numa disputa interna do partido José Igreja consegue uma vitória e, puff!!, a cisão acontece. A pergunta do milhão de euros é: O que representa Igreja para os militantes socialistas e para os fazedores da ordem política na Guarda? Todos sabemos que Igreja é um dos bons advogados da cidade e que a sua carreira pode ficar prejudicada com este assumir da pasta política. Da parte dele parece existir o querer servir a res publica e o querer responder ao apelo da população cansada de assistir a benefícios de uns e outros. A sua vitória interna foi lida como um corte com o passado e o que se seguiu pode indiciar uma questão importante: podemos estar, efectivamente, perante uma candidatura de renovação da política socialista concelhia. É que os consensos sempre foram conseguidos e aqui parecem não interessar. Logo, ou o mal está na política nova que alguém quer implantar ou o mal está na política velha que alguém poderá ter interesse em preservar. Em breve saber-se-á, mas cheira-me a alguma prepotência! Avancemos! Qual é a novidade positiva que o candidato José Igreja traz para esta campanha? Parece-me que é a visão de um político não de carreira mas de missão, alguém que sente que é chegada a hora de dar a sua parte de saber à sociedade. Lembremo-nos que a política citadina é uma espécie de ramo de socialismo enxertado no tronco de um capitalismo mais selvagem, existindo sempre o benefício de diversos elementos da cidade que se alojaram no PS e assim engordaram a bom engordar. Com Igreja não se sabe bem o que lá virá e esse é efectivamente o ponto negativo da sua candidatura. A deserção de alguns “notáveis” concelhios do partido, alguns dos quais parecem querer continuar disseminados no meio de duas candidaturas, pode ser, sem ironias, um bom prenúncio para o futuro de Igreja, caso este saiba daí tirar dividendos, mas o facto de não haver uma apresentação rápida e clara das suas ideias e da sua equipa de trabalho poderá ser interpretada como uma tentativa de esconder o jogo e as suas reais pretensões. Posto isto, como advogado que é, defina-se José Igreja e apresente as provas de forma clara e honesta para que o júri não faça más interpretações.

Moimenta da Serra, 3 de Junho de 2013

Daniel António Neto Rocha



(Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 4 de Junho de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm)

(*) Disponível por tempo limitado

domingo, junho 02, 2013

Crónicas na Guarda

A crónica desta Terça-feira (dia 4 de Junho) na Rádio Altitude fará uma visita às esquerdas concorrentes à Câmara Municipal da Guarda. Pelo que sei, há neste momento duas candidaturas de partidos de esquerda que já foram formalmente apresentadas. Logo, é nessas duas que incidirá a minha singela e despreocupada análise. Sabendo eu que ninguém a ouvirá ou lerá, até posso dizer duas ou três coisas mais conflituosas. Para daqui a cerca de duas semanas (dia 18), ficarão as candidaturas da direita e uma pequena súmula do "tudo" ou do "nada" que estas eleições trarão ao concelho. 

terça-feira, maio 21, 2013

Crónica dos caminhos para as autárquicas 2013: as independências (parte um) (*) - 15. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)



1. Começo hoje a fazer uma análise aos caminhos políticos que culminarão nas Eleições Autárquicas 2013 e aos protagonistas que vão aparecendo. Estas minhas análises não são de um entendido na matéria política ou de um comentador profissional. Sou apenas um cidadão que lê o que se escreve e o que se diz, e que se preocupa com o futuro que terão as suas terras do berço, tendo uma clara percepção dos joguinhos e dos oportunismos políticos que teimam em não desaparecer das ruas escuras da Guarda. São estas sombras vampirescas de falas angelicais que temos de desalojar a todo o custo, uma vez que é impensável criar a tão desejada cidade sustentável e sustentada quando ela sacia a jorros, qual ama-de-favores, os eternos chupistas que, habitando os bastidores, se refastelam eternamente de pança inchada ao sol. E é este o meu propósito: olhar e perceber, ao mesmo tempo que comunico aquilo que vejo e aquilo que se apresta a acontecer. Vou exagerar, perguntam vocês. Sim, possivelmente, mas no meu exagerar verão que há questões que são extremamente curiosas e oportunas e, pergunto agora eu, não teremos nós de exagerar para depois haver uma, por mais pequeníssima que seja, reflexão sobre a matéria? 



2. A candidatura independente de Baltasar Lopes. Do cabeça de lista sei aquilo que todos sabem e que são factos públicos: presidente de junta, deputado da Assembleia Municipal, principal motor de uma triste e escusada censura a um cidadão e obreiro de uma jogada de mestre que o colocou como principal beneficiário na exploração da praia fluvial da freguesia que preside ou presidiu. Depois disso o vazio é pontuado com o seu anúncio de candidatura, com a distribuição de um folheto com uma espécie de apresentação pessoal do candidato e com as recentes referências à sua retirada da política caso não fosse eleito e a uma frase enigmática: “nalgumas [freguesias] não vale a pena [ter lista] porque há lá meia dúzia de pessoas”. Estará o candidato, cuja lema é “Juntos pela Guarda”, a referir-se ao pequeno universo de votantes que existem naquelas freguesias ou será uma referência a ódios de estimação que terá por determinadas pessoas das freguesias em questão. Sendo efectuada uma ou outra leitura, talvez o candidato queira mesmo retirar-se, após as eleições, de toda a participação política. E faz muito bem se o fizer!  



3. Noutro campo de independência surge a candidatura de Virgílio Bento. Este traz para o seu lado, para além desse epíteto de independente, as cores desavindas dos arco-íris monocolores laranja e rosa. O papel e a capacidade de Bento como autarca são reconhecidos por todos nós, mas afundam-se nos exageros que aparecem e que aparecerão criados pela sua ainda secreta base de apoio a estas eleições. Dizem alguns apoiantes (identificados) que Bento é o único elemento do, até há pouco tempo, actual elenco autárquico que foi brilhante e que não cometeu qualquer erro, faltando, por estes dias, atribuir-lhe o papel de profeta curador das chagas dos pobres e de principal baluarte da ordem mundial. Se é para exagerar, exagerem em grande! Antes deste papel enquanto autarca, Bento dava aulas e bem, acreditando eu no que escrevem alguns seus antigos alunos. Claro que, para construir uma opinião, isto não chega! O candidato principal é bom, este é um facto, mas a sua ascensão é problemática e levanta muitíssimas questões. A primeira é o porquê de um socialista que defende a liberdade não aceitar o resultado das eleições que perdeu e que, como é óbvio desde cedo, têm implicações nas escolhas das equipas de trabalho. Depois, há quem diga que a sua candidatura é independente e que os vícios dos partidos ficarão de fora, mas o que parece existir é um curioso ajuntamento de gente com fortes responsabilidades partidárias nos últimos 12 (doze) anos. Gente essa que é dissidente dos partidos e que decidiu apostar forte numa espécie de Aliança Democrática tutti colori com pretensões independentistas, tentando fazer de conta que nada tiveram a ver com os anos que originaram o mal-estar entre cidadãos e partidos, e assumindo camaleonicamente uma oportuna capa de escuteiros bem comportados. “Chama-se a isto branqueamento do passado e resultará com os papalvos da Guarda”, dirão eles na sombra! Mas será que esta saída estratégica não serve também para desparasitar os partidos? Desviei-me em demasia do cabeça de lista. Virgílio tem grandes hipóteses, é certo, mas mais terá se enxotar as velhas sombras multicolores e prepotentes que lhe segredam ao ouvido já ouvidas lições de poder e se se rodear com um “exército” pobre, esquecendo os “mercenários” ricos. É que em Alcácer-Quibir houve um rei que confiou nos mercenários e, diz a história, em Portugal seguiu-se o indesejável jugo de Espanha. No fundo de tudo a filosofia bem nos alerta para o facto de os sofismas não terem desaparecido com a morte de Górgias e de serem cada vez em maior número os sofistas comportamentais com pretensões políticas e sociais.   

   



Moimenta da Serra, 20 de Maio de 2013

Daniel António Neto Rocha


(Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 21 de Maio de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm)


(*) Disponível por período limitado de tempo

domingo, maio 19, 2013

As minhas crónicas futuras na Rádio Altitude: isenção e real independência

A partir desta Terça-feira (dia 21 de Maio) e até ao final da temporada de programação da Rádio Altitude, onde tenho um imenso gosto em colaborar, farei a minha análise pessoal e extremamente subjectiva sobre as candidaturas já conhecidas (tanto as oficiais legais como as oficiais ainda sem assinaturas para serem consideradas legais como as oficiais que não se sabe se são ou não legais). Serão desassombradas e têm como propósito trazer à onda da rádio uma visão de alguém que não tem "rabos presos" nem qualquer compromisso secreto com ninguém. Por isso, cá vou eu trazer verdadeira independência às autárquicas 2013, pois não sei se de outro modo poderá haver!

terça-feira, maio 07, 2013

Crónica das trovoadas rosas - 14. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)

1. A frase já não é de ontem, pois foi verbalizada no ocaso de Abril, mas o nosso quase privativo assessor guardense para as questões meteorológicas, o Vítor Baia, confirmou através da análise científica disponível aquilo que a sabedoria popular vai avançando sobre o mês de Maio. Claro está que ainda não sei qual foi a previsão que lhe foi permitida fazer sobre esta segunda semana de Maio, mas, a ver pela amostra que me atinge, lá virá mais uma semana de inconstante transformação atmosférica e de uma estranha fascinação pela vida de modelo, vestindo e despindo roupas a cada passo do dia. 

2. Mas de outras e metafóricas tempestades está a Guarda a ficar repleta e acredito que as próximas semanas serão plenas de agitação escondida e de jogos de bastidores, misturados com trovoadas fortes e tempestuosas onde as comadres se zangam e acabam por descobrir-se um sem número de verdades, quanto mais não seja ali para os lados da sede do Partido Socialista guardense e para os lados da futura sede de campanha do candidato independente que sabemos já existir e que se apresentará mais daqui a pouco. E a questão que se coloca sobre estes assuntinhos é bastante simples e merecerá a atenção de um especialista em matérias meteorológicas que consiga de forma bem mais perspicaz e certeira perceber qual será a evolução deste clima temperado guardense em vias de se transformar em clima agitado guardense. Para já, adianto algumas achas para a fogueira que podem ser úteis na análise mais profunda que a seguir obrigatoriamente se fará. Dizem as enciclopédias que o tempo depende principalmente dos seis elementos meteorológicos que passo a enunciar: a temperatura do ar, a pressão atmosférica, a velocidade e direcção do vento, a humidade, as nuvens e as precipitações. E, verdade seja dita, todos estes factores estão nos picos da sua agitação. Se não acreditam, vejamos! (...)


Gouveia, 6 de Maio de 2013 
Daniel António Neto Rocha 

(Excerto da Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 7 de Maio de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm)
 

terça-feira, abril 23, 2013

Crónica ao Miguel “Faísca” ou do problema da diarreia mental - 13. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)

1. E sempre que se fala em abuso de poder e se exige uma maior responsabilização dos “pagadores” face aos seus empregados lá vêm os belos e perfeitos exemplares da ilustre massa palradora de Portugal a defender que o que está mal, ouçam bem, é “que os desempregados portugueses ou, simplesmente, os portugueses não gostam de trabalhar e não querem trabalho“. É óbvio que eu não sei onde estas mentes escancaradas se baseiam para dizer isto, mas não acredito que tenham a mais pequena noção dos esforços que pais e mães deste país fazem para conseguirem trabalhar e, assim, conseguirem matar a fome dos seus filhos. Sim, a única parte em que concordo com aquelas palavras abusadoras e claramente de gente que vive dos subsídios ou da carteira da mamã (que até chora por causa das pessoas dizerem que o seu filho, além de oportunista, é um jovem dado para dizer coisas estúpidas) é a parte em que ele quer dizer que os portugueses não gostam de trabalhar para pagar ordenados às sanguessugas que vivem à mama do estado! Sim, eu também não gosto de trabalhar doze meses por ano, para o estado me fazer descontos sobre catorze meses, pois imagina que recebo subsídios de férias e de natal, e para o mesmo estado me recusar qualquer tipo de protecção social caso, e olhem a minha sorte, eu fique sem emprego! Mas o menino Miguel deve gostar! Numa entrevista que hoje tive o azar de ler, o homem diz que não teme ser polémico. O que não diz, mas devia dizer, é que também não teme parecer estúpido e oportunista, pois a vida dele e o seu sucesso assentam claramente nisso mesmo, numa oportuníssima convocação do exemplar Relvas através do Youtube. Novas tecnologias, velhas potencialidades de carreirismo. 
(...)


Moimenta da Serra, 22 de Abril de 2013 
Daniel António Neto Rocha 

(Excerto da Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 23 de Abril de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm)

quarta-feira, abril 10, 2013

Crónica sobre o “cóninhas” do Coelho da Páscoa vingativo - 12. Crónica Diária na Rádio Altitude (4.ª temporada)



1. A parte mais interessante de viver em Portugal é, como todos sabem, poder de quando em vez e de vez em quando chegar à conclusão de que não há o raio de um político que acerte uma única vez. Não estou (claro que estou, mas não o posso dizer de uma forma muito espampanante!) a dizer que não haja por aí por esse infinito mar de jovens jotas e de seniores tachistas um outro que, pelo menos, sirva para melhorar um ou outro canto do país. Mas, na generalidade, talvez só sirvam mesmo para estrume e mesmo para isso, não sei não. Estão já dois elementos do auditório com o cabelo em pé? Pois bem, caros ouvintes, em Abril não são só as águas mil que o ditado popular diz que aparecem mas também as mil e uma queixinhas que um Primeiro-Ministro “cóninhas” e pieguinhas vem fazer depois de lhe terem tirado o fato de Action-Man que tudo pode fazer em nome da sua consciência intimamente capitalista e bancária. Não pensem que estou a defender a oposição ao Governo, pois também esses parecem uns desmiolados que querem deitar areia na engrenagem e não apresentam qualquer solução para este triste país que não seja a das eleições antecipadas. Irra, é caso para constatar que são tantos os lobbys que criam para favorecer não sei quantos mil dos vossos partidários nas empresas ou em fundações que vivem à mama do estado e não conseguem, durante dois ou três mesitos, criar um plano de acção conjunta? E aquele exemplo mal-amanhado de homo erectus com orelhas de herbívoro saltitão ainda não aprendeu que ao ameaçar o seu próprio país e depois defender a diabólica trindade só está a cavar mais fundo o buraco, mostrando que mesmo que a fome nos mate os esclavagistas continuarão a ter a anuência do poder político para sugarem o país? (...) 

         
 
Moimenta da Serra, 8 de Abril de 2013

Daniel António Neto Rocha



(Excerto da Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 9 de Abril de 2013 - disponível em podcast em Altitude.fm)