segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Pensalamentos #32

Talvez, no frio deste caminhar deambulante,
o calor atmosférico me encontre
enrolado a um lençol roto e
transparente tecido
nas almas puras
de seres alados
e alienados.


domingo, fevereiro 05, 2012

Pensalamentos #31


A uma imagem esquecida no tempo

Todos os tempos são eternos
enquanto os momentos se interligam.
A curva que atravessamos de vez a vez
e em que rebatemos o hábito
ingrato,
aparece brilhando no horizonte.
Assim que desaparecemos,
na curva que apanhámos,
oferecemos todo o passado,
como ex-voto, à memória.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Julgamento e Morte do Galo do Entrudo 2012 (5.ª edição)


Aqui está o sugestivo cartaz da 5.ª edição do "Julgamento e Morte do Galo do Entrudo"! Neste ano coube-me o jogo de palavras na íntegra. Espero que apareçam para darem uma sentença. Sim, não é só o Galo que será julgado, mas será o único a enfrentar uma bela morte. Refastelado? Dia 20 de Fevereiro, pelas 21 horas e 30 minutos, terão o prazer de o saber! Posso adiantar que me deu um gozo tremendo urdir este texto. Julguem-no, por favor!

terça-feira, janeiro 31, 2012

Repentes #4 - Justiça, mas que injustiça!


Depois de ouvir a Senhora Dona Maria José Morgado dizer que os pobres dos magistrados que se se deslocarem não têm condições para efectuar o seu serviço com a paz de espírito e a concentração necessárias que o grandioso dever precisa e, depois, de referir que dadas essas condições o seu trabalho e a sua avaliação será prejudicada, lembrei-me de lhe perguntar: os professores que palmilham Portugal de Norte a Sul podem dizer o mesmo? É que muitos deles têm a família a 300 quilómetros e não têm subsídio de habitação, e têm de ser avaliados apesar de tudo isso!
Talvez esta gente não saiba, mas o grande inimigo da produtividade em Portugal é o desrespeito que as pessoas sentem por parte dos privilegiados, que recebem muito, muito bem (no caso dos que são contratados) e que pagam o que querem aos seus empregados, exigindo não o que pagam mas o que deveriam pagar!


domingo, janeiro 29, 2012

Pensalamentos #30


Gastamos tanto tempo a pensar que o importante é arranjar e manter amizades que nos esquecemos de que os verdadeiros amigos são aqueles que encontramos por acaso e nunca mais se esquecem de nos dizer: "Olá, estou aqui!"


terça-feira, janeiro 24, 2012

06. Crónica Diária na Rádio Altitude (3.ª temporada) – Crónica da Loja Marquês de Sade n.º 69 ou dos “Croissants” Guardenses

1. Podem não acreditar, mas toda esta conversa sobre maçonaria e sobre a Loja Mozart me fez lembrar as histórias de piratas de Emilio Salgari ou os livros de Hergé e do seu herói Tintim. Cada macaco no seu galho, as histórias do italiano e do belga são grandes pérolas da literatura mundial, que envolvem intensas e inacreditáveis narrativas de piratas e bem urdidas histórias que envolvem “gangsters”! Já estas novelas à volta da maçonaria não passam disso mesmo e são histórias tão mal contadas e com tão maus actores que é uma pena não existir justiça em Portugal, pois, se houvesse, resolver-se-iam ao mesmo tempo dois problemas: primeiro, prendiam-se os maus actores que fazem de gente de alto gabarito e corrupta; e, segundo, desterravam-se os contadores de histórias, para que não houvesse mais destas cenas ou quaisquer próximos capítulos. Mas, como não há lei para esta gente “ilustre”, nem sei porque perco tempo a conjecturar horizontes utópicos. Daí que o melhor mesmo é rir da desgraça que é ser português e acreditar que, por trás de qualquer uma das vastas lojas deste país, existe alguma máfia que ainda nos há-de valer.

...


Guarda, 23 de Janeiro de 2012
Daniel António Neto Rocha

(Excerto da Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, no dia 24 de Janeiro de 2012 - disponível em podcast em Altitude.fm)

sábado, janeiro 21, 2012

Li: A Divina Pestilência, de João Rasteiro

A seguinte recensão está publicada na revista cultural Praça Velha, n.º30.


Silêncio silabado: A Divina Pestilência, de João Rasteiro


5. Um súbito silêncio entre as
sílabas de certas palavras
que fica depois a pairar perto dos lábios.

(Manuel António Pina)



Se atentarmos na real necessidade de efectuar uma recensão crítica a uma obra que foi objecto de avaliação e de ponderação por um júri especializado na análise poética, facilmente chegamos à conclusão de que pode ser uma perda de tempo a atenta leitura e a posterior reflexão sobre essa obra vencedora de um qualquer prémio literário. No entanto, teremos de aqui concordar com sábias ideias avançadas por Edgar Allan Poe, um dos incontornáveis e polémicos nomes da literatura mundial, no seu artigo “Carta a B –“. Diz-nos ele (por outras palavras), no meio de uma reflexão acerca da crítica literária (naquele caso a um poema), que um idiota é capaz de dizer que Shakespeare foi um grande autor sem nunca ter lido uma só linha dos seus textos. Daí que nem sempre as críticas são justas ou suficientemente aprofundadas. Tem Poe toda a razão, não só acerca daquela que foi a massa crítica no seu tempo como ainda mais razão conseguiria se se referisse aos tempos que correm. Vejamos, a partir da opinião de ilustres colunistas, a quantidade de autores que nem precisam de ser lidos para serem certezas do próximo cânone literário. Pois, também nós poderíamos aceitar dogmaticamente a decisão de um júri e lançar “laudas” a qualquer obra que seja vencedora. Mas, não estaríamos nós a pactuar com o eternizar do facilitismo e do conforto da opinião única, e, na base, a abdicar da nossa própria inteligência? Eis a impossibilidade que nos atinge e que nos leva a optar por uma posição questionadora e, por vezes, conflituosa, mas extremamente positiva e evolutiva ao nível da construção de um intelecto saudável.
Serve a anterior reflexão de preparação para a análise crítica à obra A Divina Pestilência, de João Rasteiro, vencedora da 1.ª edição do Prémio Manuel António Pina (2010), oportunamente criado pela Câmara Municipal da Guarda em colaboração com a editora Assírio & Alvim. Sobre o autor, poderemos dizer que não será um desconhecido para quem segue de perto o fenómeno poético, uma vez que tem uma presença constante na revista Oficina de Poesia e tem já publicados outros livros: A respiração das vértebras (Editora Palimage), em 2001; No centro do arco (Editora Palimage), em 2003; Os cílios maternos (Editora Palimage), em 2005; O búzio de Istambul (Editora Palimage), em 2008; Pedro e Inês ou as madrugadas esculpidas (Editora Apenas), em 2009; Diacrítico (Editora Labirinto), em 2010; e Tríptico da súplica (Editora Escrituras), em 2011 no Brasil. Para além destas referências, João Rasteiro tem colaborado intensamente com o Brasil, resultando daí algumas das influências que se encontram em A Divina Pestilência e que a transformam num objecto poético invulgar ao mesmo tempo que é um exercício estético de excelência. Sim, tal como Edgar Allan Poe diz no artigo acima referido: “(…) podemos supor que os livros, como os seus autores, melhoram com as viagens”, mesmo que essas viagens sejam unicamente fruto da leitura e da partilha de sensações poéticas, acrescentamos nós. E destas viagens que o autor faz por diferentes culturas e diferentes estéticas (que tentaremos expor mais à frente) nasce uma obra que poderíamos apelidar de multifacetada, tantas são as referências e as hipóteses de leitura que suporta e que nos vai obrigando a relembrar ou a solicitar. Talvez seja esta a grande virtude da quase totalidade da obra: a capacidade de perturbar o leitor e de o levar a “tentar” várias leituras de cada um dos poemas que a compõem.
Tentemos, agora, vislumbrar o interior da obra e perceber as relações de sentido que são desde logo despoletadas, não nos esquecendo da importância que a viagem encerra ao longo das páginas d’ A Divina Pestilência. Pensamos que qualquer leitor terá curiosidade em perceber o porquê do título, que encerra em si duas palavras que são antagónicas (note-se a existência do oximoro): “divina” encerra em si um sentido que aponta para o sublime, a perfeição, para algo que se relaciona com os próprios deuses; enquanto “pestilência” aponta para a doença, para a peste, para as epidemias que dizimam milhões e para a própria morte. Temos, portanto, um título que é paradoxal e que apanha o leitor exactamente pelo intelecto, levando-o a raciocinar e a procurar outros caminhos para o entendimento. Nessa procura por outras explicações, porque não já no interior do livro, o leitor é confrontado com as sete epígrafes (que acompanham o título de cada parte da obra) retiradas da obra maior de Dante: A Divina Comédia. Como sabemos, este título revela desde logo aos seus leitores que a obra do poeta florentino (que é autor e personagem de uma imensa viagem que atravessa o Inferno e o Purgatório, e termina no Paraíso), quanto ao conteúdo, termina de forma feliz. No caso da obra em análise, e seguindo um raciocínio idêntico, poderemos ser levados a interpretar o paradoxo do título com a possibilidade de a obra conter um sentido negativo e que aponte para um final infeliz ou não satisfatório, uma não realização da palavra ou um verbo sem sentido. Continuemos. Após esta reflexão inicial, o autor apresenta a epígrafe prefacial da obra que é constituída por dois haikai do imenso poeta japonês Matsuo Bashô (1644-1694). Estes haikai, que apelam à concisão e à precisão doutrinárias, apontam um sentido de escuridão no poema, demonstrando que o que poderá sobrevir no resto da obra é a constatação de uma esperança que poderá não existir. Já no haikai de Bashô que fecha o livro, apela-se ao silêncio que deixe a natureza fluir e realizar-se plenamente, sendo esta leitura compatível com as necessárias condições que devem ser reunidas para a existência de uma fruição poética completa. Convém referir que este tipo de poema, que ao nível da versificação aponta para uma espécie de terceto irregular, não tem quase expressão em Portugal (Albano Martins, David Rodrigues, ?), mas no Brasil é cultivado desde o início do século XX (1919), por influência do poeta simbolista Afrânio Peixoto. Como referimos acima, a ligação de João Rasteiro com um conjunto de autores brasileiros contemporâneos e o seu gosto pessoal pela poesia daquele país poderá ter despoletado neste a forma escolhida para nos apresentar o seu livro A Divina Pestilência, pois também (conforme veremos mais adiante) a estrofe escolhida pelo autor é o terceto que se aproxima do haikai (não puro) pelo conteúdo, mas que se fica por uma espécie de terceto chave-de-ouro (roubando essa designação à derradeira estrofe do soneto) que encerra a moral ou que pretende resumir o restante texto. No entanto, poderemos ainda acreditar que o autor pretendeu com a utilização do terceto seguir a estrofe utilizada na obra de Dante. Todas hipóteses atrás citadas são plausíveis e pretendem a subjectividade que preenche a escrita do poema, cabendo-nos a nós, que o lemos, escolher a tentativa de interpretação que mais nos agradar. Neste caso, e tentando concluir a ideia iniciada com a reflexão sobre o haikai, convém ter em atenção que João Rasteiro consegue reunir com um agradável equilíbrio culturas distantes física e culturalmente: a ocidental, através de Dante, e a oriental, através de Bashô, ficando a dúvida sobre qual é a cultura que pretende salientar ao invés da outra. Na nossa opinião, nenhuma delas é submetida à outra, antes funcionando estética e representativamente ambas de forma eficaz.
A obra, em termos organizativos, é composta por sete partes, que possuem os nomes das sete colinas que rodeiam Roma: Aventino, Campidoglio, Celio, Esquilino, Palatino, Quirinal e Viminal. A escolha destes títulos para encabeçarem as sete partes da obra não parece relacionar-se com Dante. De outra perspectiva, podemos pensar, por um lado, que é esta uma espécie de celebração da multiculturalidade da cidade que foi Império, tentando o autor apresentar a sua obra como o resultado de várias vivências culturais, ou, por outro lado, que a alusão às sete colinas poderá funcionar como uma alusão aos sete pecados capitais, que como sabemos, são uma das imagens que desde sempre está ligada à la grande meretrice (a cidade de Roma sem moral ou pudor). A realidade é que as colinas são dispostas alfabeticamente, não dando a entender que existe uma qualquer orientação geográfica ou uma qualquer opção estilística, mas uma opção meramente organizativa. Já a referência contínua ao sete (vejamos que as sete partes da obra possuem, cada uma individualmente, sete tercetos) aponta, tanto na tradição bíblica como nas tradições muçulmana e oriental, para a perfeição, sendo destacado na organização dos livros sagrados e da própria cosmologia do universo que cada religião apresenta. A existência do sete pode ainda supor, em associação com a tonalidade negra da obra, o apontar para o Apocalipse, que é também constituído por séries de sete e que aponta para “a plenitude de um período de tempo concluído”, segundo as palavras de Chevalier e Gheerbrant no seu Dicionário dos Símbolos. Tendo esta última referência como objecto de questionação, poderemos constatar que existe uma tentativa de aproximação do teor de um livro a outro?
Centremo-nos no interior das sete partes, mais concretamente nos tercetos. "Tudo é divino e trágico,/ saboreia-se o fel do verbo/ o leito do delírio, a sílaba". No terceto que inicia a obra, verificamos que o objecto de análise é a semiótica e o objecto analisado a palavra. É a partir da palavra que se constrói a antítese. É na existência da palavra que se conseguem os sentidos do poema. É com a palavra que a existência ganha tonalidades. E assim, terceto após terceto (uns de sensibilidade mais oriental – relacionando-se com a observação natural e com um sensacionismo de coloração caeiriana - e outros com uma existência mais ocidental e mais enraizada na discussão estética), o autor dá-nos uma reflexão não só poética mas também filosófica da existência e da efemeridade da palavra, através da dúvida ou da constatação da ausência de caminhos. "O poema serve de mortalha,/ ignoro de que ocultos metais/ é constituída a arte dos dedos". Tendo este terceto como elemento de significação, citemos Roman Jakobson, no seu artigo “O que fazem os poetas com as palavras”, na tentativa de abrir espaços de interpretação que possam aparentemente revelar-se intransponíveis: “Há poetas, escolas, que se orientam para as rimas gramaticais, e poetas, escolas, que visam antes as rimas agramaticais, ou, mais exactamente, antigramaticais.” Não estamos, com a frase de Jakobson, a considerar errada a gramática do terceto ou a gramática do entendimento do poema. Estamos, sim, a recordar o leitor, ainda a partir de Jakobson, de que “tudo na linguagem é, nos seus diversos níveis, significante.” Temos, pois, de procurar as ferramentas que consigam ajudar-nos a compreender toda a amplitude que um texto poético encerra na sua forma, aparentemente, mais simples.
A obra vencedora da 1.ª edição do Prémio Manuel António Pina é de difícil caracterização ou inserção numa qualquer corrente literária que nos tenha precedido ou que exista actualmente. Poderemos ser tentados a chamar-lhe literatura contemporânea pela coexistência consciente de diferentes formas estéticas e de diferentes culturas. No entanto, se houvesse necessidade de a inserir numa corrente a criar ou que exista naturalmente sem necessidade de “encaixotamento”, diriamos que é uma obra que facilmente se inseriria num neossimbolismo de teor oriental, pois vive dos vários símbolos que são projectados em cada um dos tercetos e pretende uma relação do eu - leitor com o poema que propicie o equilíbrio.
Em conclusão, é uma obra que merece ser lida e relida, para que os múltiplos sentidos possam aproximar-se do entendimento. O júri deste prémio viu a potencialidade multissignificativa desta obra e a complexa teia em que ela foi urdida, dando ao poeta João Rasteiro um prémio merecido pelo intenso labor que lhe dedicou e que decidiu partilhar connosco. Não é o livro de poesia ideal, nem sei se existirá “o” livro ideal, mas é um livro obrigatório para apreciadores de poesia que gostem de ser desafiados e que esperem que a sílaba não seja apenas um elemento de uma palavra e, sim, um elemento de significação no meio do silêncio da leitura. Para além disso e como expectativa acerca do resultado final desta análise, diz Poe e nós concordamos, “um poeta, que seja de facto poeta, creio que não poderia deixar de fazer uma crítica justa.”

Famalicão da Serra, 30 de Setembro de 2011
Daniel António Neto Rocha

(In: Revista Praça Velha n.º 30. – Guarda: NAC/ CMG, Dezembro de 2011. – p. 293 a 298.)

Pensalamentos #29


Àquela mãe que chorava no hospital

E o frio estava-te no rosto
triste e desconforme
que o teu anjo risonho
em dores te fez criar.

Choravas como se de dentro de ti
rasgassem os mais sensíveis
veios de bonança.
E a agrura do momento
desenrolava-se
lentamente...

Deus esteja contigo,
mãe triste!



P.S. - Deus queira e as nossas orações ajudem a que o filhote desta mãe possa recuperar. É só um bebé!

domingo, janeiro 15, 2012

Blogs do Ano 2011 - Votação



Caros leitores, encontra-se aberta a votação para os Blogs do Ano 2011 no blog Aventar. Caso pensem que devem votar neste vosso blog, acedam pelo link que se encontra no lado direito do blog, logo acima da foto do dono deste espaço, ou carregando na imagem deste post. Vamos ver se conseguimos uma boa votação. A categoria é "Livros/ Literatura/ Poesia". Eu agradeço!

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Pensalamentos #28


Talvez um dia as pessoas percebam que para haver uma relação de amizade têm que se comportar como se estivessem apaixonadas: aproximando-se de forma sincera; sentindo a falta umas das outras quando o tempo é cruel; e procurando no nevoeiro dos dias o olhar que sem se conhecer se reconhece. Sim, assim como uma relação amorosa sem a componente sexual.

terça-feira, janeiro 10, 2012

05. Crónica Diária na Rádio Altitude (3.ª temporada) – Crónica de “2012, Odisseia no Buraco” ou “Tudo o que você sempre quis saber sobre o orçamento d

Crónica de “2012, Odisseia no Buraco” ou “Tudo o que você sempre quis saber sobre o orçamento de estado, mas teve medo de perguntar”

1. «Bem-vindos a “2012, Odisseia no Buraco”!» Aos primeiros minutos do Novo Ano, foi com esta mensagem que brindei alguns amigos e conhecidos. Parodiava, assim, o título do fabuloso filme que, em 1968, Stanley Kubrick lançava com prenúncios de um futuro glorioso – o mítico “2001: Odisseia no Espaço”. Neste filme, encontramos uma história sobre a evolução que coloca em confronto o homem e a tecnologia. O resto é imaginação, fantásticas imagens e uma tentativa de prever o que alguns anos mais tarde poderia acontecer. O facto é que em 1968 poderíamos imaginar que o ano 2001 fosse grandioso, até porque a “guerra pelo espaço” estava no seu auge e dadas todas as evoluções científicas e tecnológicas que num curto espaço de tempo surgiram. O certo é que nem tudo correu como previsto e o futuro que Kubrick anteviu para 2001 não é o futuro que realmente se viveu. Ora, a minha mensagem de bom ano, penso que, irónica, poderia também ser vista como uma provocante antevisão do ano de 2012. (...)


Guarda, 9 de Janeiro de 2012
Daniel António Neto Rocha

(Excerto da Crónica Radiofónica - Rádio Altitude, do dia 10 de Janeiro de 2012 - disponível em podcast em Altitude.fm)

sábado, janeiro 07, 2012

Blogs do Ano 2011



Segui o que o meu caro André Benjamim sugeriu no seu blogue Ainda que os Amantes se Percam... e também inscrevi este O Tempo das Silenciosas Discussões no concurso Blogs do Ano 2011. A ambição é só procurar novos leitores, assim os haja. O meu blog está incluído na categoria: Livros / Literatura / Poesia.

As votações iniciam-se no dia 15 de Janeiro de 2012. Caso queiram votar neste blogue, é só entrarem a partir dessa data no link que será disponibilizado no lado direito do ecrã, junto ao meu perfil.

terça-feira, janeiro 03, 2012

Balancei no "Café Mondego"

Hoje fui ao Café Mondego "balançar" o ano que passou. Leia aqui.

Pensalamentos #27


Mas o medo atravessa-me os ossos
com seus laivos de arrepio.
Lá no centro patético das ondas,
onde o encontro, mostra-me um sorriso
amarelo.

domingo, janeiro 01, 2012

O ano do Coelho: bem-vindos a 2012

Bem-vindos a "2012, Odisseia no buraco"!

Boa sorte, é o meu desejo para quem decidiu (à última da hora) dar a curva para o novo ano!