sexta-feira, setembro 06, 2013

Acordos na Guarda? #13 - o enigma

É uma das questões que a decisão do Constitucional traz para a baila no dia de hoje e que, tenho a certeza disto, poderá ser determinante no desfecho final das eleições de 29 de Setembro. Vamos por partes. O Tribunal Constitucional decidiu (na minha opinião mal, por motivos que envolvem, entre outros, o abuso daquilo a que nos negócios se chama de "posição dominante") que os autarcas de outros concelhos possam candidatar-se a concelhos vizinhos. Logo, Álvaro Amaro é, agora, um candidato legítimo e com legítimas ambições. Portanto, agora acaba-se este problema (pois neste momento já não há o problema da interpretação da lei que tanta e tanta tinta fez correr). 
Agora, o novo e esperado problema está em saber como é que o mesmo Tribunal vai resolver a questão das listas de "A Guarda Primeiro", pois poderá ser determinante para o desfecho final das eleições a possibilidade ou não de esta lista estar a votação. Passo a explicar ou a tentar fazer uma breve análise que poderá ser tudo menos acertada. Caso o tribunal permita a ida às eleições de "A Guarda Primeiro" haverá uma dispersão de voto que já vimos que será favorável à candidatura de Álvaro Amaro, uma vez que a sua posição saiu reforçada com esta decisão que é coerente com aquilo que ele diz desde o início da pré-campanha. Caso o tribunal não permita essa ida às eleições de "A Guarda Primeiro" que vai sair reforçado é José Igreja e o seu Partido Socialista (PS) que poderão ter para si aquilo a que eu chamo "os votos da vingança menor e os votos do mal-o-menos". Claro está que nesta última versão assistiremos ao regresso dos desavindos ao PS, talvez com o "rabo entre as pernas" e com aquela típica versão muito portuguesa do "eu sempre estive deste lado, fui foi ver o que os outros faziam para te dizer". 
Seja lá como for a história, aqui estaremos para ver o seu desenlace. Uma ou duas certezas, porém, ficam desta decisão do Tribunal Constitucional: primeira, a três a vitória é laranja; segunda, a dois ficaremos pelo rosa. Esta é, pelo menos, a minha leitura dos dias hoje.

quarta-feira, setembro 04, 2013

Acordos na Guarda? #12 - Guarda ilegal

Há pequenos pormenores que fazem a diferença nesta coisa da política e que fazem como cidadão eleitores, tal como eu, acreditem nos políticos de partido ou de listas independentes. Uma delas é a transparência e a clareza da intenção com que se candidatam (o que, digamos, ninguém consegue trazer para a campanha, pois é sempre um jogo de oportunidades e de sombras). Outra é o conjunto de apoiantes e de gentes que rodeiam as candidaturas sem mostrarem que estão ali, mas que se vai notando que estão por pequenos elementos que fazem a interligação entre "famílias". Outra ainda é a forma honesta como conseguem, ou não, obter aquilo que a democracia (não me apetecendo fazer qualquer alusão a este nome tão abstracto e tão difícil de perceber) prevê, por exemplo a recolha de assinaturas. Neste último campo parece-me que devemos estar conscientes de que há formas legítimas de recolher assinaturas (por exemplo, quando explicamos às pessoas que as assinaturas servem para x e elas acedem e assinam) e outras que não são aceitáveis (por exemplo, pedir a alguém que passe nomes das listas eleitorais e que assine por esses mesmos nomes). Não é democrático aquilo que se consegue cometendo um crime, mas isso é só um pormenor, não é?

segunda-feira, setembro 02, 2013

Pensalamentos #120 - conta gotas

seguir
estrondosamente
com a calma vagueante
de gotas de sangue
a flutuar pela vida

Momentos em imagem #17 - os nossos homens


O Tiago Anjos criou e partilhou esta imagem. Eu faço-a chegar até vós. Estes são os nossos homens que lutam para voltar para junto das suas famílias e de nós. Nós estamos à espera deles e todas as nossas orações são por eles. Volto a pedir-vos, a vós, boas energias e um lugar para eles nas vossas orações.

sexta-feira, agosto 30, 2013

Pensalamentos #119 - olhar



Percorrer o fundo dos infernos 
com lágrimas no rosto
para vos trazer sãos e salvos
à casa merecida.

Pequeno pedido a quem lê este blogue


Não vos quero gastar o tempo ou sequer exigir algo que não esteja na vossa vontade, mas gostava de vos pedir que por estes dias incluíssem nas vossas orações os meus quatro amigos e camaradas bombeiros que estão magoados. Obrigado!

terça-feira, agosto 27, 2013

segunda-feira, agosto 26, 2013

Acordos na Guarda? #11 - golpe de teatro ou trágedia?

E aí está mais uma "acha" para a fogueira política da Guarda: listas de "A Guarda Primeiro" rejeitadas pelo tribunal da Guarda.

A piada: nunca vi umas eleições com tantas supostas ilegalidades! Parece-me um bom presságio para os próximos quatro anos de trabalho político no concelho.

Momentos em imagem #16 - a bem do bem comum


A caminho do TO em Vila Real! 
Bom trabalho e muita atenção, malta!

domingo, agosto 25, 2013

Repentes #35 - o recolher obrigatório e os incêndios

Há um dado que salta à vista de quem o quiser ver e que indicia aquilo a que noutros países chamam terrorismo. Aqui pelas nossas latitudes e longitudes parecemos não prestar atenção a isso, mas, depois, temos os canais informativos a falar de ataques terroristas e de triângulo do mal noutras zonas do globo.
Pergunta: é admissível haver (e olho para o exemplo de hoje) 106 incêndios entre a meia-noite e as nove horas da manhã? Este tipo de comportamento não é terrorismo? Se em vez de incêndios fossem bombas, já alguém se preocupava a sério com isto?
Pois bem, não é altura de decretar o recolher obrigatório com carácter de urgência em alguns distritos ou regiões do país? 

sexta-feira, agosto 23, 2013

Pensalamentos #117 - palavras enlutadas de bombeiro

tantas coisas e palavras encaixadas na garganta
tantas lembranças passadas
tantas caras e lágrimas que hoje pressinto lá longe

não, hoje não escrevo nem mais uma palavra.
hoje estou triste e apetece-me ficar quieto e reflectir.
hoje apetece-me pensar se continua a valer a pena.

talvez amanhã, com a mente turvada de insónia
as palavras brotem e alguém as ouça.

chega! chega! chega!

quinta-feira, agosto 22, 2013

Crónica Bombeiros.pt: Basta um gesto simples e desinteressado!

(Foto de Sérgio Cipriano/ Bombeiros.pt)

1. Bastaram duas semanas de calor intenso e de (é minha crença) actividades negligentes e criminosas para que não fossem só as matas e pinhais do país a ficarem incendiadas. Também as línguas e vontades dos altos responsáveis desta coisa dos bombeiros ganharam nova força e começaram a disparar numa única direcção: a subida, rápida e em força, na hierarquia económica e política. Mas, comecemos pelo fim, ou seja, por estas últimas horas de grandes incêndios que, segundo o senhor Ministro da Administração Interna logo depois secundado pelo senhor Presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), se devem a uma não racionalização de meios (???). Ou seja, o problema, para estes senhores, deve-se a uma existência exagerada de meios que não são aplicados com exactidão nos respectivos incêndios. Pelo menos foi também isto que percebi. Pois bem, tentando perceber melhor esta conjugação de palavras governamentais com as palavras profissionais do senhor presidente da ANBP, cheguei à triste conclusão de que a realidade do interior do país é completamente desconhecida por parte destes excelentíssimos senhores. Algum destes senhores terá perguntado aos centros distritais quantas ocorrências de incêndios têm durante um só dia de trabalho? E já algum destes senhores se deu ao trabalho de perceber os meios complementares (máquinas de rasto, por exemplo) que não existem para um combate poder ser mais efectivo? Sim, estou a ler as palavras ditas e trazidas na comunicação social de forma localizada e, se calhar, não coincidentes com as intenções finais destes senhores, mas não me parece que esteja longe daquilo que eles pretendem. Limando um pouco estas constatações, permitam-me que conclua duas coisitas que gostava que estivessem na mente do senhor Ministro quando disse aquilo que disse perante os jornalistas: primeiro, ele estava a falar do desaparecimento do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) enquanto força que duplicava aquilo que já existia e que foi, digamo-lo, um gasto exagerado de dinheiros públicos em nome de uma qualquer vontade política; segundo, ele fez uma comparação (generalização) despropositada entre o elevado número de operacionais e de meios que é possível colocar nos vários Teatros de Operações (TO) do país, sabendo nós que na região de Lisboa podemos no espaço de 1 (uma) hora colocar facilmente num incêndio florestal 300 (trezentos) homens e sabendo nós também que isso é uma missão impossível de concretizar em qualquer outra área do país (talvez após uma dezena de horas de incêndio isso seja possível). As leituras destes dois pontos ficam em aberto para as considerações dos senhores leitores.

2. Outra das questões que por estes dias veio a lume foram os acidentes na frente de incêndio. Comecemos, outra vez, pelo fim. Na região de Penacova deu-se, naquilo que está relatado e que eu pude ler, um pequeno milagre. O senhor Presidente da Liga, no entanto, chamou-lhe “sangue-frio”. Pois bem, parece-me que teremos os dois um pouco de razão, mas (sem estar a ser arrogante) penso que tenho um pouco mais de razão do que ele. Porquê? Porque o caminho que escolheram foi dar ao sítio certo. Elementar, não é? Sim, imaginem só que o caminho que escolheram e que o “sangue-frio” que eles tiveram os levava para um beco sem saída criado pelo incêndio? Sim, senhor presidente da Liga, as nossas decisões contam muito, mas também conta a conjugação de factores que não depende de nós. Em todo o caso, não há ninguém que fique mais feliz com o desfecho do incêndio de Penacova do que eu.

3. Por fim, volto devagar e com um sentimento de solidariedade imenso aos dias tristes de Miranda do Douro e às faces de todos aqueles que deixaram de ter motivos para sorrir. Não tenho a intenção de dar conselhos ou recomendar qualquer paliativo, pois sei que as palavras que possa dizer aos familiares do António Ferreira ou aos seus companheiros não significam muito. Quero, portanto, virar-me para todos aqueles que serão essenciais no futuro próximo e que, a faltarem, farão com que a vida se transforme num sítio terrível para se habitar. Quero, então, virar-me para as famílias de todos os bombeiros e para as comunidades de Miranda do Douro, e pedir-lhes uma coisa muito simples e que não custará qualquer soma ou esforço: estejam presentes e, quando sentirem que é hora, dêem uma mão, um abraço ou uma palavra de conforto a quem, não o pedindo, o precisará.   


Figueira da Foz, 13 de Agosto de 2013-08-13
Daniel António Neto Rocha 

segunda-feira, agosto 19, 2013

Seia: "A Casa da Memória" de portas escancaradas



No dia 14 de Setembro, pelas 21h30, o Teatro do Imaginário vai apresentar na Casa Municipal da Cultura de Seia a sua mais recente peça: "A Casa da Memória". Deixo aqui o aviso para poderem agendar com calma esta ida ao teatro. A entrada custa 4 euros.

""A Casa da Memória" é uma história de encontros e desencontros passada no centro de uma aldeia tipicamente beirã - o Manigoto. Por ali não faltam as brincadeiras de rua, as tropelias das crianças, as galinhas e os burricos, o sino a rebate, e as beatas, os padres, os apaixonados, e todo um imaginário registado desta aldeia do concelho de Pinhel. Humor e emoções, com um final em festa!
(...) Cada ensaio foi uma evolução, uma hora marcada, uma vontade de crescer, um lanche e convívio festivo. (...) Às vezes uma visita inesperada, um recado, os afazeres, a família, os vizinhos, uma cadeira desmanchada, um vidro que se partiu, a lenha para aquecer… e tudo sem agruras, sem querelas, (...) que bom que assim foi. (...) A maioria dos participantes deste espetáculo pisa pela primeira vez um palco; generosamente, entregaram-se às palavras do Daniel Rocha, que para este grupo escreveu precisamente a obra A Casa da Memória, às experiências que fui propondo sobre elas, e, passo a passo, foi um desabrochar. Ei-las hoje, aqui, convosco, para que estas histórias possam (...) ser vossas, para que este passado possa ser relembrado, e para que esta identidade se crave fortemente no solo de Manigoto. Pudesse todo um país crescer assim.
Alexandre Sampaio in Folha de sala
Ficha técnica:
ENCENAÇÃO E IMAGEM de Alexandre Sampaio, a partir da obra "A Casa da Memória" de Daniel António Neto Rocha. INTERPRETAÇÃO de Ana Mesquita, Bernardo Cerdeira, Daniel Ferreira, Diogo Cerdeira, Diogo Paulino, Fernanda Fernandes, José Ferreira, Maria Gonçalves, Maria Luísa Mesquita, e Sofia Paulino. DESENHO e OPERAÇÃO DE LUZ de António Freixo. APOIO CENOGRÁFICO de Abel Santos. ADEREÇOS de Alex Teixeira, António Guerra, Kevin dos Santos, e Manuel Marques. MÚSICA de Bach (allegro assai do concerto nº2 para violino, e adagio do concerto para duas harpas e cordas), e Mozart (adagio do concerto nº3 para violino, e allegro moderato do concerto nº1 para violino). PRODUÇÃO do Grupo de Amigos do Manigoto. APOIOS da Câmara Municipal de Pinhel, Falcão E.M., Junta de Freguesia de Manigoto, IPDJ, e INATEL."


Pensalamentos #116

olhar o mundo de frente
virando-lhe as costas

Acordos na Guarda? #10 - tribunais e sondagens

Antes que comecem a tratar-me mal, claro que isto que vou escrever é quase tudo ironia, e da grossa! A decisão dos tribunais em impedir a candidatura de Álvaro Amaro à Guarda era esperada (pelo menos por quem ainda vai acreditando que a lei é para respeitar) e não trouxe nada de novo para a campanha. Agora é esperar pelos recursos infindáveis e, lá para fins das férias, teremos o candidato do PSD e do CDS-PP à Câmara da Guarda pronto para os votos. A piada, no entanto, está nos golpes palacianos que se preparam atrás da decisão do tribunal e que podem provocar mais uma cisão anunciada (já que o governo não caiu e a minha visão não se cumpriu...). Mas já lá vamos!
Para preparar ainda de melhor forma a reentrada política, a sondagem que todos apregoam veio trazer algo impossível aos olhos de todos como uma "possibilidade possibilitiva" (como diria o Rei Juliano): Álvaro Amaro pode mesmo ganhar a Câmara da Guarda e acabar com a predominância do reinado rosa. Claro que muitas voltas dará o mundo até ao dia das eleições e, ironia das ironias, o putativo vencedor é o tipo que está em vias de "sair na próxima curva". Ou seja, a secretaria pode impedir o vencedor de se tornar vencedor!
Mais engraçado ainda é o facto de, num reino cadavérico da Guarda onde pululam os reis de outrora e que podem voltar às rédeas sombrias da cidade com um fulgor extremo, uma pergunta ter surgido com força inesperada: será que Manuel Rodrigues ainda pode ser o candidato em vez de Álvaro Amaro? 
É óbvio que quase tudo o que aqui digo é ficcional e que a interrogação é pura diversão mental para quem conhece o jogo escondido com rabo de fora, mas que o alarme soou em alguns lares de família muito conceituados... lá isso soou!
Continua a festarola!   

sexta-feira, agosto 16, 2013

Repentes #34 - É a hora de acabar com esta morte de bombeiros

Penso que todos os que vão lendo este blogue já perceberam que eu perdi um Irmão num incêndio. Penso, também, que todos os que possam ler este texto vão ter a oportunidade de pensar duas vezes naquilo que vou escrever e que estarão a ler, pois não vou ser nada meigo com a atitude hipócrita e desonesta que nos dias de hoje os "nossos responsáveis" vão demonstrando.
Pois bem, estou farto de gente que vem chorar sobre o túmulo aqueles que vão embora! Estou farto de Martas e Caldeiras e Curtos e tantos outros que pensam que o seu lirismo enternecedor com quem já morreu pode fazer alguma coisa para além de dar uma imagem do ar angelical de lobos que se alimentam do suor de outros! Estou farto desta gente que só se preocupa em trepar politicamente e que se aproveita do corpo ensanguentado dos que vão caindo para continuarem a afiar as garras e a tirar dividendos disso! Estou farto de pessoas que discutem ardentemente o valor do seguro dos bombeiros e se esquecem de alimentar com ferocidade as discussões sobre a segurança dos homens no combate! Estou farto destes animais que vivem felizes com o sangue dos outros a correr debaixo dos seus pés!
Pergunto eu: o que fizeram os senhores que dão a voz pelos bombeiros para impedir este fim que aconteceu em Miranda do Douro ou na Covilhã? O que têm feito estes senhores "tão tristes e cantadores dos actos dos que caíram" para impedir que mais homens venham a cair no futuro próximo?
Infelizmente para nós, bombeiros, andarão estes senhores mais preocupados com os outros cargos a que chegaram depois de serem membros da Liga ou de outras entidades.
Pois é hora de estes senhores perderem a voz! É hora de estes trastes que pensam que eu sofro menos por me estarem a dizer que quem partiu foi um herói ou um homem exemplar perceberem que nós, familiares, queremos que isto não volte a acontecer! É hora da comunicação social fechar as portas a estes figurões! Por favor, calem o Presidente da Liga e impeçam que os seus "roncos" sejam ouvidos como palavras dos bombeiros! 

quarta-feira, agosto 14, 2013

Repentes #33 - a racionalização do senhor Ministro

(Dados oficiais - recolhidos de 26 de Julho até 13 de Agosto)

O senhor Ministro da Administração Interna veio ontem pedir a racionalização de meios no combate aos vários incêndios que lavram e lavraram no país. Ele quer que por cada incêndio sejam apenas colocados no terreno os meios necessários para o combater com eficiência. Nada mais certo, caro Macedo, se tudo se tratasse de um qualquer videojogo ou de poker
Agora, eu também queria ganhar o euromilhões mas não consigo acertar com a chave vencedora! É que é difícil conseguir acertar em todas as conjugações sem gastar muito e muito dinheiro (já me disseram que é possível acertar, se cobrir todas as conjugações de chaves, mas isso custa mais do que qualquer prémio final).
Por isso, talvez o melhor seja mesmo fazer aquilo que o senhor Ministro também disse e que consiste em fazer junto dos proprietários uma campanha de sensibilização para prevenir comportamentos de risco. É que é um bocadinho estranho ver três ou quatro focos de incêndio a surgir num espaço de cerca de 2 (dois) quilómetros. 
Caso precise de ideias, senhor Ministro, estou ao seu dispor para ajudar!

segunda-feira, agosto 12, 2013

Momentos em imagem #15 - o "benjamim" da casa inicial


É óbvio que há alguma "baba" envolvida, mas o que existe mais é confiança no trabalho que este meu pequeno irmão conseguiu ter até hoje. Teimosia, obstinação, alguma obsessão e muita confiança são características que lhe não faltam para levar esta sua "água até ao moinho", mas tudo com competência e capacidade evolutiva fora do normal. Desde logo, dedica-se a aprender para proteger os "outros" e, com certeza, irá no futuro ajudar ainda mais a tornar esta sociedade bem mais segura para todos. 
Sim, sou um homem orgulhoso do irmão mas também do profissional! Esta imagem é da pequena reportagem que foi efectuada sobre a tese de mestrado do Hugo.

domingo, agosto 11, 2013

Acordos na Guarda? #9 - o perfil dos integrantes das listas (1)

Tenho andado, ainda sem ter na minha posse todos os "perfis", a olhar para a cronologia profissional e pessoal dos vários integrantes das listas à Câmara Municipal da Guarda, e tenho tido algumas felizes confirmações das motivações (ou dos empurrões) que muitos deles têm para serem candidatos. É fácil de fazer e qualquer um dos senhores leitores pode fazer o mesmo. Alguns ainda não têm um perfil muito claro, mas irá resolver-se esse pequeno pormenor em breve. Daqui a uns dias, quando as férias me derem um pouco de sossego, irei debruçar-me mais um pouco sobre este assunto e trarei aqui alguns dados mais concretos.

quinta-feira, agosto 08, 2013

quarta-feira, agosto 07, 2013

Pensalamentos #112

Imaginar que do pó
da vida
se erguerá uma gota de sangue
ou uma lágrima tresmalhada.

domingo, agosto 04, 2013

sábado, agosto 03, 2013

Pensalamentos #110

Entreter os dias perdidos
com palavras doces
e incolores

O regresso do Café Mondego


No próximo mês decorrerá a apresentação de uma antologia de textos do extinto blogue do Américo Rodrigues, o Café Mondego. Não direi, para já, nada mais do que aquilo que penso que deve ser do conhecimento de todos e que, por certo, merecerá a vossa atenção: é um grande momento para a cidade e para a cultura da Guarda ter um pensador a revelar-se nas páginas de um livro.
O blogue Café Mondego foi amado por uns e muito odiado, pois teve sempre como fim o olhar frio e distanciado das conjuras citadinas. O que posso acrescentar é que esta antologia será uma surpresa para todos aqueles que seguem a vida pública e política da cidade, uma vez que (a memória é uma coisa triste!) poderão observar o tempo perdido entre o momento da palavra e do desafio que Américo Rodrigues lançou e a chegada de uma reacção por parte dos políticos e agentes públicos da cidade.
No dia 20 de Setembro, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço - Guarda, far-se-á o lançamento e a apresentação deste livro que será, sem dúvida (respondendo a uma pergunta do António Oliveira), um momento mais importante do que toda a campanha autárquica.

sexta-feira, agosto 02, 2013

Acordos na Guarda? #8 - Jogo escondido com o rabo de fora em Famalicão

As atitudes são o que são e os valores que conduzem as pessoas na vida são cada vez mais esquisitos. Eu já conheço todos estes pequenos pormenores há muito tempo, mas agora, como já disse há uns dias, tenho tido a oportunidade de os conhecer bem melhor e de ver coisas a acontecerem que não imaginava possível. 
O medo! Eis a palavra certa para caracterizar os tempos que correm. E que tipo de medo nos caracteriza hoje? O medo de agir, de enfrentar, de pensar e de ser diferente. Hoje, tudo rola para o favor maior e para o ganho fácil e instantâneo. Por um lugar ou um desconto ou uma mais-valia associada à venda da coluna vertical, calamo-nos e benzemo-nos, esquecendo todos os outros valores que aprendemos a amar e a respeitar. E o silêncio ganha amarras e não se quebra, talvez por vergonha, para aqueles que sempre estiveram, nos bons e maus momentos, ao nosso lado. Mas isto também mostra muito da fibra de que são feitos os homens, não me esquecendo eu de pedir aqui desculpa a quem se sentir atingido por estas palavras que assumo por inteiro, como é costume eu fazer. E, sim, estou a ser um pouco introspectivo demais, mas não se preocupem com isso. 

Tudo isto para dizer duas palavras sobre a visita de uma das candidaturas à Câmara da Guarda a Famalicão da Serra para um encontro com o movimento associativo da aldeia. Pois bem, parece que nem todo o movimento associativo merece consideração por parte desta candidatura. Explico porquê: o Projecto Sérgio Rocha é um movimento que ao longo de sete anos tem sido um dos principais factores de valorização de Famalicão da Serra e da Guarda a nível nacional, pelo menos no que diz respeito ao campo da protecção civil, e terá sido o único movimento da aldeia a não ser “convocado” para este encontro. Como sei isso? Talvez porque sou um dos “tipos” que deveriam ter sido ou convocados ou informados! Por que não o terei sido? A questão é mesmo esta e é preocupante. A resposta: haverá aqui uma atitude de filhos e de enteados que no futuro será bem mais cavada e assegurada. 
Iria eu a este encontro, perguntam vocês. Sim, quero conhecer o que têm estas pessoas a dizer. Uma coisa é eu concordar com as motivações e as “motivadelas” de que padecem estas gentes políticas e superiores. Outra, bem distinta, é eu querer saber quais são as propostas que trazem e fazer perguntas na primeira pessoa. É que eu gosto de fazer perguntas e de ter respostas, de gerar discussão e de tirar conclusões. 
A questão mantém-se então na mesma premissa: o que levou a que eu nem sequer soubesse de nada? E aqui há duas leituras possíveis: ou os pregadores não me quiseram no auditório; ou o auditório não quis mostrar-se mais alargado e mais inquisidor (perguntando eu quem foi o responsável por criar o auditório). Tirando eu uma conclusão mais fina: continuamos em Famalicão (se calhar já não posso usar o nós, mas como ainda não fui oficialmente desterrado…) com baixos níveis de coragem, não só política mas principalmente moral! 

Começa bem a campanha da lista única a Famalicão, começa! Parabéns aos envolvidos que são sombras e, parece que, sombras permanecerão!

quinta-feira, agosto 01, 2013

Repentes #32 – bonito, bonito, é ver os santinhos em muitos e diversos altares


É daqueles efeitos da política que me tocam profundamente e que me deixam sensibilizado para os valores republicanos que muitos apregoam (e, dizem as línguas escondidas) e que até juram segundo rituais secretos e afins. É daqueles momentos quase zen que nos deixam num estado de embriaguez de riso tal que, digo, nem me consigo rir. Sim, estou propositadamente a deixar tudo fechado num metafórico novelo que não convém, para já, desenrolar.
Não é que dou comigo a trabalhar e a aperceber-me de que há gente que tanto dá o ponto num lado (politicamente falando) rosa e outro numa esquisita, mas perfeitamente identificável, conjugação de cores (esta parece um daqueles momentos em que a pantera cor de rosa levou com mil latas de tinta que a deixam de múltiplas cores)?
Mais bonito ainda será ver como se vão movimentar as bestas de louça para resolver mais uma possível remodelação pedagógica. Mas logo vos conto mais!    

quarta-feira, julho 31, 2013

Acordos na Guarda? #7 - listas e desgraça colectiva

Já com quase todas as equipas a mostrarem os dentes e os trunfos, o grande destaque vai para alguns nomes que são piores do que a mulher de César! Mas, disso, falarei lá para meados da próxima semana. Para já, gosto de ver alguns cães de fila bem perfilados e alguns acusadores de esquina bárbaros que, afinal, não têm um só dono! Ou têm e tudo o que disseram até hoje é pura conveniência? Felizmente, a partir de agora posso ter bem a noção de quem são, na realidade, os independentes na Guarda. Ah!, já agora, nos nomes propostos até agora em todas as listas, não vejo um único independente! Pior, vejo que os reis do mundo têm mais tentáculos do que eu pensava. 
Pobre Guarda, não tens qualquer hipótese!

terça-feira, julho 30, 2013

Pensalamentos #109

ver a noite como refúgio
de quem esconde
o olhar atento

Repentes #31 - ecos de Sá Carneiro


Ouvir, como hoje na rádio, sucessivas alusões a Francisco Sá Carneiro como um político diferente e único faz-me pensar em duas coisas: como seria Portugal se ele se tivesse realizado enquanto político; e como seriam os políticos se com ele tivessem aprendido alguma coisa.
Não faço ideia de como era o homem nem sequer o político, mas a história está a pintá-lo com uma aura de perfeição que pode revelar muito.
Caso queiram partilhar comigo as vossas impressões sobre este assunto, façam-no! Eu, seguramente, vou tentar saber mais! 

domingo, julho 28, 2013

sexta-feira, julho 26, 2013

Repentes #30 - os carrascos do parlamento

Se os partidos políticos que têm lapas no parlamento estivessem realmente interessados em representar os eleitores, já tinham deixado de andar que nem cães atrás de um osso e já tinham exigido da senhora mui novel reformada presidente da assembleia da república um pedido de desculpas formal a mim e a todos os cidadão que se sentiram ofendidos com aquele arrote preconceituoso cheio de alarvidades que ela julgou ser intelectualmente acertado!

Pensalamentos #104

por cada gota de tristeza que libertas
há um espaço em ti 
que alguém vai gostar de preencher com mais dor

Pensalamentos #103

perder na noite
qualquer compreensão diurna

quinta-feira, julho 25, 2013

Freelance Writer: pergunte e eu escrevo

Serve agora este texto para explicar e dar a conhecer mais alguns pormenores desta minha nova faceta. 
O nome «ESCRITOR "FREELANCER"» parece apontar para unicamente para a realização de trabalhos de "grande envergadura", por exemplo a escrita de livros. Mas não é só isso que faço, aliás essa visão deste trabalho é, talvez, a que terá menor atenção. 

Segue uma listagem com trabalhos tipo que posso fazer: 
- textos curtos, médios ou longos (para os mais diversos fins, basta dizerem); 
- textos artísticos (visando a ligação ao design); 
- escrita de slogan e textos argumentativos que o acompanhem; 
- correcção de textos; 
- trabalho de edição; 
- outros pedidos. 


Todas as questões (perguntas sobre os tipos de texto a trabalhar e pedidos de orçamento) deverão ser enviadas para danielroc@gmail.com


(Atenção: 
Haverá o máximo sigilo no tratamento de quaisquer textos ou questões, nunca se revelando qualquer contacto existente.)

Pensalamentos #102

acordar para o dia 
com o anoitecer do pensamento

quarta-feira, julho 24, 2013

Repentes #29 - sugestões para o boneco?

Há uma anormal capacidade nas estruturas governamentais portuguesas para fazerem sugestões que, depois, são tudo menos respeitadas pelas estruturas governamentais que as deveriam receber e fazer actuar. É uma espécie de reino do fantástico, este, onde se fazem leituras e interpretações muito criteriosas e exactas, mas em que o resultado final é o cumprimento total de tudo aquilo que é sugerido que não se faça.
Li no Público o texto que apresento a seguir (sublinhado a negrito por mim), onde são feitas constatações pelo GAVE muito interessantes e importantes. Só falta agora voltar atrás no tempo e evitar todas as decisões contrárias a essas mesmas recomendações, nomeadamente o aumento brutal de alunos por turma e a redução colossal de professores nas escolas.
É que não basta elaborar relatórios, é preciso que os "decisores" nacionais se mentalizem do tempo necessário para o crescimento intelectual de um aluno, sabendo de antemão que os diferentes ritmos de aprendizagem criam embaraços suficientes numa sala de aula para impedir o avanço de uma turma devido à persistência do professor na explicação a um simples aluno. Se multiplicarmos este problema por 30, é capaz de ser um problema grandito, não? 
O exemplo que dou sempre, para tentar que tudo fique mais claro para todos, é o da criança que está a aprender a ler, literalmente. Como todos sabemos, existem diferentes ritmos na aprendizagem da leitura, havendo crianças que vão até à adolescência a soletrar. Agora, coloque-se o caso do momento em que dizemos às crianças que devem ler no sentido figurado ou que devem fazer inferências sobre aquilo que estão a ler, ou seja, devem ser capazes de ler o que não está, literalmente falando, no texto. Quem não trabalha com alunos mas com relatórios poderá não compreender aquilo que por aqui estou a dizer, mas é preciso tempo para criar nos alunos uma capacidade interpretativa que os leve a perceber a subjectividade dos textos e toda a semiótica que os envolve. 
Por fim, é essencial que o aluno seja visto por todo o sistema de ensino como aquela árvore que vai crescendo devagar e que precisa de cuidados constantes para crescer forte e sem doenças. 


"(...) Sugestões para Português 

Em relação ao exame de Português do 12.º ano, analisando os grupos de questões em que os alunos obtiveram piores resultados, o Gave assinala que as principais dificuldades se revelaram em “tanto em itens em que se avalia a leitura orientada de um texto literário, como em itens em que se avalia o funcionamento da língua, quando a resposta exige o domínio de metalinguagem”. 
“É de destacar que, nos itens que exigem resposta estruturada (...), além das dificuldades ao nível do conteúdo, os alunos revelam fracos desempenhos nos parâmetros da organização e da correcção linguística”, sublinha o GAVE. Segundo o documento, “os resultados obtidos nos parâmetros da correcção linguística são inferiores aos resultados obtidos nos parâmetros do conteúdo, embora tanto uns como outros se situem em níveis negativos”. 
Como propostas de intervenção didáctica, o GAVE sugere, no domínio da Leitura, além do desenvolvimento do conhecimento lexical, “um reforço do trabalho que envolva a realização de inferências e o posicionamento crítico face aos textos lidos”. No domínio da expressão escrita, defende a realização de um trabalho sistemático que envolva a aprendizagem e o treino de diferentes tipologias de texto, “assegurando um crescente domínio das capacidades envolvidas na planificação, textualização e revisão dos textos”. 
Já no domínio do funcionamento da língua, segundo o relatório, é fundamental “assegurar o desenvolvimento de um trabalho de acordo com a metalinguagem e as orientações metodológicas explicitadas no Programa”. Nas conclusões, o GAVE refere que se deve continuar a insistir na necessidade de assegurar a melhoria de desempenho ao nível dos processos de leitura e de escrita. 
“As fragilidades a este nível são recorrentemente diagnosticadas na análise dos resultados da generalidade das disciplinas, sobretudo na de Português, mas com igual relevo nas áreas da Matemática, das Ciências Naturais e das Ciências Sociais e Humanas, em qualquer dos níveis de ensino em causa”, acrescenta. 
O Gave insiste ainda que “os resultados continuam a mostrar que, em termos médios, são persistentes as dificuldades em várias vertentes, de que se destacam as capacidades para, entre outros, estabelecer adequadamente ligações entre os vários tópicos de uma mesma disciplina, explicitar relações causa-efeito e desenvolver raciocínios lógico-dedutivos, bem como raciocínios demonstrativos.(...)"
(Fonte: Público)

Pensalamentos #101 - com fumo nos olhos

correr para o inferno
com ânsia e vertigem
como se no purgatório estivesse a chave
da vida sólida e contínua
ou da realização dos sons e do cheiros

sorver o fumo decadente
como se de uma especiaria se tratasse
enquanto ele morre, espaçadamente,
ao ritmo do vento que passa

e continuar a sentir
o som sério da vida
que me passa ao lado

segunda-feira, julho 22, 2013

Pensalamentos #100

subir um monte
quebrar-lhe o dorso com passos largos e cansados
romper-lhe as entranhas
ouvir-lhe os gestos e as cores
e vencer-lhe o pico

descobrindo que estamos agora no sopé da montanha

sábado, julho 20, 2013

Acordos na Guarda? #7 - Pink is orange? Orange is pink?


Há uma curiosa expressão, que no dia de ontem foi usada no interessante e desconcertante programa da TSF "Governo Sombra", que se pode utilizar para caracterizar a estratégia de alguns candidatos à Câmara Municipal da Guarda. Essa expressão é "anilhar". Ao que parece, esta expressão procura ridicularizar aquilo que o enigmático Cavaco Silva andou a fazer nos últimos tempos, anilhando uma Cagarra nas Ilhas Selvagens e, com uma conotação mais sádica, "anilhando" António José Seguro no continente, obrigando-o a tomar uma posição que ou seria de mariquinhas (caso aceitasse o acordo tripartido) ou seria de um irresponsável (caso fizesse aquilo que fez ontem). Agora a retórica partidária tratará do resto e Cavaco não se sabe bem do que tratará, mas dizem as más línguas que ele gostou tanto de anilhar que passará ao ataque e "anilhará" mais uns quantos.
Não falo neste ponto de Álvaro, pois lá apresentou a sua lista e... enfim, não se sabe bem o potencial da coisa, mas se Carvalho Rodrigues aposta nela talvez não seja completamente má.
Aqui também não entram as outras candidaturas nem Igreja, pois a lógica partidária aponta de forma mais ou menos objectiva para os putativos e dali não sairá (aposto!) nenhuma surpresa de grande estalo.
Pois bem, ao que me parece a estratégia política da coligação Bento/ Rodrigues está exactamente a fazer o mesmo que Cavaco, ou seja, está a juntar apoios sem os respectivos apoiantes saberem o que estão a apoiar. Difícil? Sim, ao que parece a estratégia parece apontar para uma espécie de "anilhar" de um conjunto alargado de pessoas que, com promessas ou com ilusões, acabarão por estar a apoiar o único tipo que nunca apoiariam na vida. Ou seja, vão acabar por ser "anilhados" de forma fria e consentida, pois quem não se guia pelos seus princípios acabará por cair por falta deles. Depois dos nomes, talvez faça uma análise aos opostos que, afinal, se atraem!

Pensalamentos #99

Saber a missão e conhecer como vencer,
mas não ter as armas para combater.

Eis o indecifrável semblante que ressuma ironia.

quinta-feira, julho 18, 2013

Entrevista ao Portal Bombeiros.pt

Caso vos interesse, leiam o que disse ao Portal Bombeiros.pt sobre o Projecto Sérgio Rocha. A entrevista e texto introdutório são da responsabilidade de Nicolas Reis, aluno do curso de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI). Leiam aqui.

quarta-feira, julho 17, 2013

terça-feira, julho 16, 2013

Pensalamentos #97 - a olhar para a Guarda

 
(Uma luz na floresta negra - Óleo sobre tela - de Daniel Martins)

De facto, as cidades são seres inesperados e amorfos, onde qualquer lógica moral perde o sentido mal interesses superiores se mostram. Quem pensaria que delas poderia sair algum tipo de exemplo moral, ao bom estilo dos heróis que cavalgam a terra em busca do bem supremo (veja-se por exemplo a literatura sobre a Demanda do Graal), está hoje, como eu, plenamente convencido de que, mais do que seguir aquilo que realmente se sente e pensa, ela, a puta suprema e agregadora de poderes e de saberes, é falsa e interesseira. Talvez haja mesmo necessidade, perante este novos desenvolvimentos da cidade pardacenta, de questionar a sociedade de hoje se foi realmente benéfica para a população dita normal a passagem de um regime ostracizador para um regime de controlo nas sombras e ligeiramente aberto ao diálogo. Estas cidades de hoje (não lhes chamarei polis pelo conhecimento histórico sobre o funcionamento e a hierarquização daquele nome grego) são apenas carcaças quase putrefactas onde os abutres pousaram as garras e onde vão, ciclicamente, debicando as últimas amostras de vivência salutar. É nesta cidade, cheia de ruas escuras e de duvidosas palavras de liberdade, que eu me apercebo da demagogia e do engano consciente que muitos assumem. É esta cidade que me enche de raiva e de desilusão, e que me afasta de quem um dia olhei como uma lanterna que servia de guia pela escuridão dos tempos. É nesta cidade que caminho sozinho. 

quinta-feira, julho 11, 2013

Campanha: "Sabia que os seus actos não matam só árvores?"

(Clique aqui e consiga o pdf desta acção)

Foi lançada há dois dias a campanha de sensibilização "Sabia que os seus actos não matam só árvores?", destinada a toda a população e tentando criar bases de acção que nos levem a todos enquanto cidadãos a um comportamento mais responsável ao nível da prevenção de incêndios. A campanha é agressiva mas real, pois o resultado final de cada incêndio provocado por mão humana ou por um factor natural é de difícil previsão. No caso de Famalicão da Serra, no dia 9 de Julho de 2006, um acto grosseiro e abusivo deu origem a uma das maiores tragédias nos bombeiros em Portugal. E isto convém que não seja esquecido! Se vir uma queimada a ser realizada sem a presença das autoridades competentes, comunique para os números 112 ou 117! Se vir trabalhos com máquinas junto à floresta num dia de calor intenso, avise as autoridades pelos números 112 ou 117! Se se aperceber de movimentos estranhos de pessoas ou viaturas junto de mato ou florestas, comunique de imediato às autoridades pelos números 112 ou 117 e fixe informações como matrículas ou outras formas de identificação! Todos os anos há bombeiros que morrem ou ficam gravemente queimados nos incêndios de forma a protegê-lo a si! E a si só lhe pedimos que nos ajude a defender aquilo que é seu e nosso! Custa assim tanto tomar a decisão de se proteger? 

Partilhe esta mensagem por todos os seus familiares e os seus amigos! Ajude-nos a ajudá-lo! Ajude-nos a evitar que mais caixões nasçam das cinzas carregados com um dos seus amigos ou familiares!