Tenho andado, ainda sem ter na minha posse todos os "perfis", a olhar para a cronologia profissional e pessoal dos vários integrantes das listas à Câmara Municipal da Guarda, e tenho tido algumas felizes confirmações das motivações (ou dos empurrões) que muitos deles têm para serem candidatos. É fácil de fazer e qualquer um dos senhores leitores pode fazer o mesmo. Alguns ainda não têm um perfil muito claro, mas irá resolver-se esse pequeno pormenor em breve. Daqui a uns dias, quando as férias me derem um pouco de sossego, irei debruçar-me mais um pouco sobre este assunto e trarei aqui alguns dados mais concretos.
domingo, agosto 11, 2013
sexta-feira, agosto 09, 2013
quinta-feira, agosto 08, 2013
Pensalamentos #113 - a seca
A seca atinge a língua
desertificando a semântica
e emudecendo a palavra.
desertificando a semântica
e emudecendo a palavra.
quarta-feira, agosto 07, 2013
Pensalamentos #112
Imaginar que do pó
da vida
se erguerá uma gota de sangue
ou uma lágrima tresmalhada.
domingo, agosto 04, 2013
sábado, agosto 03, 2013
O regresso do Café Mondego
No próximo mês decorrerá a apresentação de uma antologia de textos do extinto blogue do Américo Rodrigues, o Café Mondego. Não direi, para já, nada mais do que aquilo que penso que deve ser do conhecimento de todos e que, por certo, merecerá a vossa atenção: é um grande momento para a cidade e para a cultura da Guarda ter um pensador a revelar-se nas páginas de um livro.
O blogue Café Mondego foi amado por uns e muito odiado, pois teve sempre como fim o olhar frio e distanciado das conjuras citadinas. O que posso acrescentar é que esta antologia será uma surpresa para todos aqueles que seguem a vida pública e política da cidade, uma vez que (a memória é uma coisa triste!) poderão observar o tempo perdido entre o momento da palavra e do desafio que Américo Rodrigues lançou e a chegada de uma reacção por parte dos políticos e agentes públicos da cidade.
No dia 20 de Setembro, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço - Guarda, far-se-á o lançamento e a apresentação deste livro que será, sem dúvida (respondendo a uma pergunta do António Oliveira), um momento mais importante do que toda a campanha autárquica.
sexta-feira, agosto 02, 2013
Acordos na Guarda? #8 - Jogo escondido com o rabo de fora em Famalicão
As atitudes são o que são e os valores que conduzem as pessoas na vida são cada vez mais esquisitos. Eu já conheço todos estes pequenos pormenores há muito tempo, mas agora, como já disse há uns dias, tenho tido a oportunidade de os conhecer bem melhor e de ver coisas a acontecerem que não imaginava possível.
O medo! Eis a palavra certa para caracterizar os tempos que correm. E que tipo de medo nos caracteriza hoje? O medo de agir, de enfrentar, de pensar e de ser diferente. Hoje, tudo rola para o favor maior e para o ganho fácil e instantâneo. Por um lugar ou um desconto ou uma mais-valia associada à venda da coluna vertical, calamo-nos e benzemo-nos, esquecendo todos os outros valores que aprendemos a amar e a respeitar. E o silêncio ganha amarras e não se quebra, talvez por vergonha, para aqueles que sempre estiveram, nos bons e maus momentos, ao nosso lado. Mas isto também mostra muito da fibra de que são feitos os homens, não me esquecendo eu de pedir aqui desculpa a quem se sentir atingido por estas palavras que assumo por inteiro, como é costume eu fazer. E, sim, estou a ser um pouco introspectivo demais, mas não se preocupem com isso.
Tudo isto para dizer duas palavras sobre a visita de uma das candidaturas à Câmara da Guarda a Famalicão da Serra para um encontro com o movimento associativo da aldeia. Pois bem, parece que nem todo o movimento associativo merece consideração por parte desta candidatura. Explico porquê: o Projecto Sérgio Rocha é um movimento que ao longo de sete anos tem sido um dos principais factores de valorização de Famalicão da Serra e da Guarda a nível nacional, pelo menos no que diz respeito ao campo da protecção civil, e terá sido o único movimento da aldeia a não ser “convocado” para este encontro. Como sei isso? Talvez porque sou um dos “tipos” que deveriam ter sido ou convocados ou informados! Por que não o terei sido? A questão é mesmo esta e é preocupante. A resposta: haverá aqui uma atitude de filhos e de enteados que no futuro será bem mais cavada e assegurada.
Iria eu a este encontro, perguntam vocês. Sim, quero conhecer o que têm estas pessoas a dizer. Uma coisa é eu concordar com as motivações e as “motivadelas” de que padecem estas gentes políticas e superiores. Outra, bem distinta, é eu querer saber quais são as propostas que trazem e fazer perguntas na primeira pessoa. É que eu gosto de fazer perguntas e de ter respostas, de gerar discussão e de tirar conclusões.
A questão mantém-se então na mesma premissa: o que levou a que eu nem sequer soubesse de nada? E aqui há duas leituras possíveis: ou os pregadores não me quiseram no auditório; ou o auditório não quis mostrar-se mais alargado e mais inquisidor (perguntando eu quem foi o responsável por criar o auditório). Tirando eu uma conclusão mais fina: continuamos em Famalicão (se calhar já não posso usar o nós, mas como ainda não fui oficialmente desterrado…) com baixos níveis de coragem, não só política mas principalmente moral!
Começa bem a campanha da lista única a Famalicão, começa! Parabéns aos envolvidos que são sombras e, parece que, sombras permanecerão!
quinta-feira, agosto 01, 2013
Repentes #32 – bonito, bonito, é ver os santinhos em muitos e diversos altares
É daqueles efeitos da política que me tocam profundamente e que me
deixam sensibilizado para os valores republicanos que muitos apregoam (e, dizem
as línguas escondidas) e que até juram segundo rituais secretos e afins. É daqueles
momentos quase zen que nos deixam num
estado de embriaguez de riso tal que, digo, nem me consigo rir. Sim, estou
propositadamente a deixar tudo fechado num metafórico novelo que não convém,
para já, desenrolar.
Não é que dou comigo a trabalhar e a aperceber-me de que há gente que
tanto dá o ponto num lado (politicamente falando) rosa e outro numa esquisita,
mas perfeitamente identificável, conjugação de cores (esta parece um daqueles
momentos em que a pantera cor de rosa levou com mil latas de tinta que a deixam
de múltiplas cores)?
Mais bonito ainda será ver como se vão movimentar as bestas de louça
para resolver mais uma possível remodelação pedagógica. Mas logo vos conto
mais!
quarta-feira, julho 31, 2013
Acordos na Guarda? #7 - listas e desgraça colectiva
Já com quase todas as equipas a mostrarem os dentes e os trunfos, o grande destaque vai para alguns nomes que são piores do que a mulher de César! Mas, disso, falarei lá para meados da próxima semana. Para já, gosto de ver alguns cães de fila bem perfilados e alguns acusadores de esquina bárbaros que, afinal, não têm um só dono! Ou têm e tudo o que disseram até hoje é pura conveniência? Felizmente, a partir de agora posso ter bem a noção de quem são, na realidade, os independentes na Guarda. Ah!, já agora, nos nomes propostos até agora em todas as listas, não vejo um único independente! Pior, vejo que os reis do mundo têm mais tentáculos do que eu pensava.
Pobre Guarda, não tens qualquer hipótese!
terça-feira, julho 30, 2013
Repentes #31 - ecos de Sá Carneiro
Ouvir, como hoje na rádio, sucessivas alusões a Francisco Sá Carneiro como um político diferente e único faz-me pensar em duas coisas: como seria Portugal se ele se tivesse realizado enquanto político; e como seriam os políticos se com ele tivessem aprendido alguma coisa.
Não faço ideia de como era o homem nem sequer o político, mas a história está a pintá-lo com uma aura de perfeição que pode revelar muito.
Caso queiram partilhar comigo as vossas impressões sobre este assunto, façam-no! Eu, seguramente, vou tentar saber mais!
domingo, julho 28, 2013
sábado, julho 27, 2013
Pensalamentos #105
oferecer de bom grado
como recompensa por actos valerosos
o frio da memória
e o ignorar do cansaço
como recompensa por actos valerosos
o frio da memória
e o ignorar do cansaço
sexta-feira, julho 26, 2013
Repentes #30 - os carrascos do parlamento
Se os partidos políticos que têm lapas no parlamento estivessem realmente interessados em representar os eleitores, já tinham deixado de andar que nem cães atrás de um osso e já tinham exigido da senhora mui novel reformada presidente da assembleia da república um pedido de desculpas formal a mim e a todos os cidadão que se sentiram ofendidos com aquele arrote preconceituoso cheio de alarvidades que ela julgou ser intelectualmente acertado!
Pensalamentos #104
por cada gota de tristeza que libertas
há um espaço em ti
que alguém vai gostar de preencher com mais dor
há um espaço em ti
que alguém vai gostar de preencher com mais dor
quinta-feira, julho 25, 2013
Freelance Writer: pergunte e eu escrevo
Serve agora este texto para explicar e dar a conhecer mais alguns pormenores desta minha nova faceta.
O
nome «ESCRITOR "FREELANCER"» parece apontar para unicamente para a
realização de trabalhos de "grande envergadura", por exemplo a escrita
de livros. Mas não é só isso que faço, aliás essa visão deste trabalho
é, talvez, a que terá menor atenção.
Segue uma listagem com trabalhos tipo que posso fazer:
- textos curtos, médios ou longos (para os mais diversos fins, basta dizerem);
- textos artísticos (visando a ligação ao design);
- escrita de slogan e textos argumentativos que o acompanhem;
- correcção de textos;
- trabalho de edição;
- outros pedidos.
Todas as questões (perguntas sobre os tipos de texto a trabalhar e pedidos de orçamento) deverão ser enviadas para danielroc@gmail.com
(Atenção:
Haverá o máximo sigilo no tratamento de quaisquer textos ou questões, nunca se revelando qualquer contacto existente.)
quarta-feira, julho 24, 2013
Repentes #29 - sugestões para o boneco?
Há uma anormal capacidade nas estruturas governamentais portuguesas para fazerem sugestões que, depois, são tudo menos respeitadas pelas estruturas governamentais que as deveriam receber e fazer actuar. É uma espécie de reino do fantástico, este, onde se fazem leituras e interpretações muito criteriosas e exactas, mas em que o resultado final é o cumprimento total de tudo aquilo que é sugerido que não se faça.
Li no Público o texto que apresento a seguir (sublinhado a negrito por mim), onde são feitas constatações pelo GAVE muito interessantes e importantes. Só falta agora voltar atrás no tempo e evitar todas as decisões contrárias a essas mesmas recomendações, nomeadamente o aumento brutal de alunos por turma e a redução colossal de professores nas escolas.
É que não basta elaborar relatórios, é preciso que os "decisores" nacionais se mentalizem do tempo necessário para o crescimento intelectual de um aluno, sabendo de antemão que os diferentes ritmos de aprendizagem criam embaraços suficientes numa sala de aula para impedir o avanço de uma turma devido à persistência do professor na explicação a um simples aluno. Se multiplicarmos este problema por 30, é capaz de ser um problema grandito, não?
O exemplo que dou sempre, para tentar que tudo fique mais claro para todos, é o da criança que está a aprender a ler, literalmente. Como todos sabemos, existem diferentes ritmos na aprendizagem da leitura, havendo crianças que vão até à adolescência a soletrar. Agora, coloque-se o caso do momento em que dizemos às crianças que devem ler no sentido figurado ou que devem fazer inferências sobre aquilo que estão a ler, ou seja, devem ser capazes de ler o que não está, literalmente falando, no texto. Quem não trabalha com alunos mas com relatórios poderá não compreender aquilo que por aqui estou a dizer, mas é preciso tempo para criar nos alunos uma capacidade interpretativa que os leve a perceber a subjectividade dos textos e toda a semiótica que os envolve.
Por fim, é essencial que o aluno seja visto por todo o sistema de ensino como aquela árvore que vai crescendo devagar e que precisa de cuidados constantes para crescer forte e sem doenças.
"(...) Sugestões para Português
Em relação ao exame de Português do 12.º ano, analisando os grupos de questões em que os alunos obtiveram piores resultados, o Gave assinala que as principais dificuldades se revelaram em “tanto em itens em que se avalia a leitura orientada de um texto literário, como em itens em que se avalia o funcionamento da língua, quando a resposta exige o domínio de metalinguagem”.
“É de destacar que, nos itens que exigem resposta estruturada (...), além das dificuldades ao nível do conteúdo, os alunos revelam fracos desempenhos nos parâmetros da organização e da correcção linguística”, sublinha o GAVE. Segundo o documento, “os resultados obtidos nos parâmetros da correcção linguística são inferiores aos resultados obtidos nos parâmetros do conteúdo, embora tanto uns como outros se situem em níveis negativos”.
Como propostas de intervenção didáctica, o GAVE sugere, no domínio da Leitura, além do desenvolvimento do conhecimento lexical, “um reforço do trabalho que envolva a realização de inferências e o posicionamento crítico face aos textos lidos”. No domínio da expressão escrita, defende a realização de um trabalho sistemático que envolva a aprendizagem e o treino de diferentes tipologias de texto, “assegurando um crescente domínio das capacidades envolvidas na planificação, textualização e revisão dos textos”.
Já no domínio do funcionamento da língua, segundo o relatório, é fundamental “assegurar o desenvolvimento de um trabalho de acordo com a metalinguagem e as orientações metodológicas explicitadas no Programa”. Nas conclusões, o GAVE refere que se deve continuar a insistir na necessidade de assegurar a melhoria de desempenho ao nível dos processos de leitura e de escrita.
“As fragilidades a este nível são recorrentemente diagnosticadas na análise dos resultados da generalidade das disciplinas, sobretudo na de Português, mas com igual relevo nas áreas da Matemática, das Ciências Naturais e das Ciências Sociais e Humanas, em qualquer dos níveis de ensino em causa”, acrescenta.
O Gave insiste ainda que “os resultados continuam a mostrar que, em termos médios, são persistentes as dificuldades em várias vertentes, de que se destacam as capacidades para, entre outros, estabelecer adequadamente ligações entre os vários tópicos de uma mesma disciplina, explicitar relações causa-efeito e desenvolver raciocínios lógico-dedutivos, bem como raciocínios demonstrativos.(...)"
(Fonte: Público)
Pensalamentos #101 - com fumo nos olhos
correr para o inferno
com ânsia e vertigem
como se no purgatório estivesse a chave
da vida sólida e contínua
ou da realização dos sons e do cheiros
sorver o fumo decadente
como se de uma especiaria se tratasse
enquanto ele morre, espaçadamente,
ao ritmo do vento que passa
e continuar a sentir
o som sério da vida
que me passa ao lado
segunda-feira, julho 22, 2013
Pensalamentos #100
subir um monte
quebrar-lhe o dorso com passos largos e cansados
romper-lhe as entranhas
ouvir-lhe os gestos e as cores
e vencer-lhe o pico
descobrindo que estamos agora no sopé da montanha
quebrar-lhe o dorso com passos largos e cansados
romper-lhe as entranhas
ouvir-lhe os gestos e as cores
e vencer-lhe o pico
descobrindo que estamos agora no sopé da montanha
sábado, julho 20, 2013
Acordos na Guarda? #7 - Pink is orange? Orange is pink?
Há uma curiosa expressão, que no dia de ontem foi usada no interessante e desconcertante programa da TSF "Governo Sombra", que se pode utilizar para caracterizar a estratégia de alguns candidatos à Câmara Municipal da Guarda. Essa expressão é "anilhar". Ao que parece, esta expressão procura ridicularizar aquilo que o enigmático Cavaco Silva andou a fazer nos últimos tempos, anilhando uma Cagarra nas Ilhas Selvagens e, com uma conotação mais sádica, "anilhando" António José Seguro no continente, obrigando-o a tomar uma posição que ou seria de mariquinhas (caso aceitasse o acordo tripartido) ou seria de um irresponsável (caso fizesse aquilo que fez ontem). Agora a retórica partidária tratará do resto e Cavaco não se sabe bem do que tratará, mas dizem as más línguas que ele gostou tanto de anilhar que passará ao ataque e "anilhará" mais uns quantos.
Não falo neste ponto de Álvaro, pois lá apresentou a sua lista e... enfim, não se sabe bem o potencial da coisa, mas se Carvalho Rodrigues aposta nela talvez não seja completamente má.
Aqui também não entram as outras candidaturas nem Igreja, pois a lógica partidária aponta de forma mais ou menos objectiva para os putativos e dali não sairá (aposto!) nenhuma surpresa de grande estalo.
Pois bem, ao que me parece a estratégia política da coligação Bento/ Rodrigues está exactamente a fazer o mesmo que Cavaco, ou seja, está a juntar apoios sem os respectivos apoiantes saberem o que estão a apoiar. Difícil? Sim, ao que parece a estratégia parece apontar para uma espécie de "anilhar" de um conjunto alargado de pessoas que, com promessas ou com ilusões, acabarão por estar a apoiar o único tipo que nunca apoiariam na vida. Ou seja, vão acabar por ser "anilhados" de forma fria e consentida, pois quem não se guia pelos seus princípios acabará por cair por falta deles. Depois dos nomes, talvez faça uma análise aos opostos que, afinal, se atraem!
Pensalamentos #99
Saber a missão e conhecer como vencer,
mas não ter as armas para combater.
Eis o indecifrável semblante que ressuma ironia.
mas não ter as armas para combater.
Eis o indecifrável semblante que ressuma ironia.
quinta-feira, julho 18, 2013
Entrevista ao Portal Bombeiros.pt
Caso vos interesse, leiam o que disse ao Portal Bombeiros.pt sobre o Projecto Sérgio Rocha. A entrevista e texto introdutório são da responsabilidade de Nicolas Reis, aluno do curso de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI). Leiam aqui.
quarta-feira, julho 17, 2013
terça-feira, julho 16, 2013
Pensalamentos #97 - a olhar para a Guarda
De facto, as cidades são seres inesperados e amorfos, onde qualquer lógica moral perde o sentido mal interesses superiores se mostram. Quem pensaria que delas poderia sair algum tipo de exemplo moral, ao bom estilo dos heróis que cavalgam a terra em busca do bem supremo (veja-se por exemplo a literatura sobre a Demanda do Graal), está hoje, como eu, plenamente convencido de que, mais do que seguir aquilo que realmente se sente e pensa, ela, a puta suprema e agregadora de poderes e de saberes, é falsa e interesseira. Talvez haja mesmo necessidade, perante este novos desenvolvimentos da cidade pardacenta, de questionar a sociedade de hoje se foi realmente benéfica para a população dita normal a passagem de um regime ostracizador para um regime de controlo nas sombras e ligeiramente aberto ao diálogo. Estas cidades de hoje (não lhes chamarei polis pelo conhecimento histórico sobre o funcionamento e a hierarquização daquele nome grego) são apenas carcaças quase putrefactas onde os abutres pousaram as garras e onde vão, ciclicamente, debicando as últimas amostras de vivência salutar. É nesta cidade, cheia de ruas escuras e de duvidosas palavras de liberdade, que eu me apercebo da demagogia e do engano consciente que muitos assumem. É esta cidade que me enche de raiva e de desilusão, e que me afasta de quem um dia olhei como uma lanterna que servia de guia pela escuridão dos tempos. É nesta cidade que caminho sozinho.
domingo, julho 14, 2013
quinta-feira, julho 11, 2013
Campanha: "Sabia que os seus actos não matam só árvores?"
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| (Clique aqui e consiga o pdf desta acção) |
Foi lançada há dois dias a campanha de sensibilização "Sabia que os seus actos não matam só árvores?", destinada a toda a população e tentando criar bases de acção que nos levem a todos enquanto cidadãos a um comportamento mais responsável ao nível da prevenção de incêndios. A campanha é agressiva mas real, pois o resultado final de cada incêndio provocado por mão humana ou por um factor natural é de difícil previsão. No caso de Famalicão da Serra, no dia 9 de Julho de 2006, um acto grosseiro e abusivo deu origem a uma das maiores tragédias nos bombeiros em Portugal. E isto convém que não seja esquecido! Se vir uma queimada a ser realizada sem a presença das autoridades competentes, comunique para os números 112 ou 117! Se vir trabalhos com máquinas junto à floresta num dia de calor intenso, avise as autoridades pelos números 112 ou 117! Se se aperceber de movimentos estranhos de pessoas ou viaturas junto de mato ou florestas, comunique de imediato às autoridades pelos números 112 ou 117 e fixe informações como matrículas ou outras formas de identificação! Todos os anos há bombeiros que morrem ou ficam gravemente queimados nos incêndios de forma a protegê-lo a si! E a si só lhe pedimos que nos ajude a defender aquilo que é seu e nosso! Custa assim tanto tomar a decisão de se proteger?
Partilhe esta mensagem por todos os seus familiares e os seus amigos! Ajude-nos a ajudá-lo! Ajude-nos a evitar que mais caixões nasçam das cinzas carregados com um dos seus amigos ou familiares!
quarta-feira, julho 10, 2013
Sabia que os seus actos não matam só árvores?
No dia 9 de Julho de 2013, dia em que se
assinalam os 7 (sete) anos do acidente de Famalicão da Serra que matou seis
homens, o Projecto Sérgio Rocha, em colaboração com a Afocelca, a Freguesia de
Famalicão da Serra, os Bombeiros Voluntários de Famalicão da Serra, o Portal
Bombeiros.pt e o atelier Puro, lançou uma campanha de sensibilização para a
prevenção de comportamentos de risco que originem incêndios florestais.
Subordinada ao lema “Sabia que os seus actos não matam só árvores?”, a campanha
é provocatória e incomodativa, uma vez que apresenta uma paisagem queimada onde
se destaca a imagem de cinco caixões colocados no meio da queimada, logo
debaixo da pergunta que serve de lema e da imagem do bombeiro Sérgio Rocha.
Esta campanha tentará atingir o máximo de público possível, havendo vontade,
por parte dos promotores, de a transformar numa campanha nacional.
segunda-feira, julho 08, 2013
Pensalamentos #95
Passam os carros e as gentes que neles iam
mais o vento e os raios de um sol quase eterno
Passam todos os gritos do mundo
e os seus ecos que quase falam
Mas eu sentado fico
a olhar o fio a desenrolar-se
e a apreciar os movimentos
determinados
na urdidura de outros tempos
mais o vento e os raios de um sol quase eterno
Passam todos os gritos do mundo
e os seus ecos que quase falam
Mas eu sentado fico
a olhar o fio a desenrolar-se
e a apreciar os movimentos
determinados
na urdidura de outros tempos
domingo, julho 07, 2013
Repentes #28 - os fins educativos
Há um pequeno pormenor em tudo aquilo que se chama relação educativa/ pedagógica que me deixa sempre incomodado. Não é fácil de explicar, mas nunca me dei bem com os finais de ano ou com o finalizar de um curso. E o curioso é que sempre pensei que nos cursos com adultos seria diferente, que aquele corte seria mais suavizado e que a distanciação seria mais simples. Mas não é! Há, nestes encontros e desencontros educativos, uma relação de maturidade, de atenção aos problemas dos outros e de olhares perdidos que nós (educadores) tentamos tantas vezes decifrar que me afectam de forma real. Já terminei alguns cursos e estive à espera para perceber se isto só me acontecia num dos sítios, mas a realidade é que fico sempre com uma sensação de perda. Enfim, talvez o problema seja só meu e esta atitude e percepção não devam fazer parte desta relação entre quem é professor e os seus alunos.
Visita com Augusto Gil: um poeta na cidade
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| (Foto: Culturguarda) |
Na Sexta-feira ainda vi um pouco desta cena da mais recente criação da Culturguarda. O poeta (actor) Augusto Gil junto ao monumento de homenagem ao poeta Augusto Gil. Vou ver um destes dias e aconselho vivamente a todos os que seguem este blogue que façam o mesmo. Sempre às 17h30, de Terça-feira a Sábado, até ao final de Agosto. O início do percurso acontece na Praça Luís de Camões, a praça da Sé.
"Em 2013, as visitas
encenadas "Passos à Volta da Memória" vão realizar-se entre 2 de Julho e
31 de Agosto ao ritmo de uma sessão por dia, sempre às 17h30.
Tendo como ponto de encontro a Praça Luís de Camões, nesta edição será Augusto Gil - autor da incontornável Balada da Neve - o guia da iniciativa, ou melhor: um comediante que interpretará o escritor. Com o sub-título “Um poeta na cidade”, o percurso da visita terá início na casa onde viveu o poeta, localizada na rua com o seu nome por detrás dos balcões da Praça Velha. Uma viagem pela história da cidade mais alta.
As visitas encenadas contam com a coordenação de Américo Rodrigues, com o texto e a encenação de Antónia Terrina e com a interpretação do actor André Amálio.
Trata-se de uma produção da Culturguarda para a Câmara Municipal da Guarda."
Tendo como ponto de encontro a Praça Luís de Camões, nesta edição será Augusto Gil - autor da incontornável Balada da Neve - o guia da iniciativa, ou melhor: um comediante que interpretará o escritor. Com o sub-título “Um poeta na cidade”, o percurso da visita terá início na casa onde viveu o poeta, localizada na rua com o seu nome por detrás dos balcões da Praça Velha. Uma viagem pela história da cidade mais alta.
As visitas encenadas contam com a coordenação de Américo Rodrigues, com o texto e a encenação de Antónia Terrina e com a interpretação do actor André Amálio.
Trata-se de uma produção da Culturguarda para a Câmara Municipal da Guarda."
(Fonte: Culturguarda)
sábado, julho 06, 2013
Pensalamentos #94
Zelar humanitariamente pelo bem geral
quando se é desprezado pela sociedade individualista!
Eis o cúmulo dos dias.
quando se é desprezado pela sociedade individualista!
Eis o cúmulo dos dias.
quinta-feira, julho 04, 2013
Autárquicas 2013 #1 - Surpresa agradável
Não sou muito de fazer estas coisas, mas já me aconteceu ficar muito contente quando um amigo de Faculdade, o Bruno Julião, que eu considero competentíssimo, me fez crer, involuntariamente, que seria ele um dos candidatos ao Município de Vagos. Afinal ele, que já esteve pelo Parlamento Europeu, é "apenas" Presidente da Concelhia do PS. E eu fiquei um pouco triste, pois gosto de saber que as Câmaras poderão ter candidatos jovens e competentes como Presidentes. Agora, não tão jovem como o Bruno, fiquei muito contente por ver um antigo professor da mesma Faculdade como candidato a Seia. É natural de lá e, pelo que sei, sempre foi uma presença constante na discussão cívica da cidade. Não sei que hipóteses terá, mas fiquei contente por saber que Albano Figueiredo é um dos candidatos, neste caso pelo PSD. Boa sorte!
Pensalamentos #93
E apesar de tudo
é o dia marcado que me rompe as entranhas
e que me traz à memória a dor
que teimo em não esquecer.
é o dia marcado que me rompe as entranhas
e que me traz à memória a dor
que teimo em não esquecer.
terça-feira, julho 02, 2013
Acordos na Guarda? #6 - E agora, Bento?
A demissão de Pedro Passos Coelho está por horas e é muito previsível dados os últimos acontecimentos. E esta queda que resultará na queda governativa é um elemento precioso para as questões concelhias das autárquicas. As más línguas falavam na candidatura de Bento como uma candidatura B do Partido Social Democrata e, após os últimos desenvolvimentos, é bem provável que agora, sim, se torne numa candidatura totalmente laranja, exceptuando o cabeça de lista. Porque digo isto? A vitória socialista a nível nacional é quase uma certeza e os "desavindos" do partido têm pretensões a algo, logo têm de se revelar fiéis de Igreja o mais rápido que possam. A começar pelos louvadores dos feitos de Bento nas comemorações dos aniversários de algumas Associações Humanitárias de Bombeiros (alguns já nomeados pelo partido socialista para cargos importantes no distrito) e a continuar por alguns, ditos, notáveis do partido que se nos últimos tempos dizem cobras e lagartos dele por serem (quanto a mim bem) afastados dos lugares de decisão. Assim sendo, estas eleições autárquicas ganham agora um novo incentivo externo e, vá lá o diabo explicar as suas intenções, parece que o Partido Socialista da Guarda vai voltar a ter muitos apoiantes. Será que os vai aceitar de volta? E Bento, será que mantém os mesmos apoios?
segunda-feira, julho 01, 2013
Momentos em imagem #14 - Sabiam que os actos negligentes não queimam só árvores?
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| (Fotos: The Washington Post) |
São momentos destes que deveriam ser trazidos a casa da pessoas até à exaustão! 19 homens morreram a combater um incêndio que teve origem num acto negligente (um lançamento de foguetes!) de alguém que não terá qualquer problema em dormir. Pelo contrário, deixa 19 famílias de bombeiros sem qualquer tipo de solução para o rasgo que acabam de ter. Podem ler, em inglês, a notícia aqui.
Em plena fase principal do combate aos incêndios em Portugal, convém que todos nós, cidadãos, possamos não ajudar a complicar aquilo que mata pessoas! Por favor, passem esta mensagem e ajam de forma preventiva.
domingo, junho 30, 2013
Pensalamentos #92
Cair demasiado depressa na realidade que se pensou não existir
e
constatar que damos de nós aquilo que o mundo não merece.
e
constatar que damos de nós aquilo que o mundo não merece.
sábado, junho 29, 2013
Atitude Crónica
"São crónicas marcadas por um tempo específico e por uma reacção que se despoleta, mas, acima de tudo, subsiste nestas crónicas uma atitude de constante valorização moral e humana. Em suma, despoleta-se a partir da cidade mais alta uma atitude crónica!"
Acordos na Guarda? #5 - infelizmente, só mudarão as moscas
E eu, que sou um crente naquilo que diz respeito à honra que todos os dias as pessoas vão demonstrando, sou fulminado com uma decisão que, por estranho que pareça, ainda ninguém me tinha comunicado. Digo por estranho que pareça porque há questões que são do íntimo das pessoas e que eu não tenho nada a ver com elas, mas há outras que dizem respeito a conversas, discussões e apoios públicos e familiares que fui fazendo desde sempre, alertando as pessoas para injustiças ou erros grosseiros e propositados que estariam a ser promovidos. FACTO: nada se aprende e, aparentemente, os fantoches vão continuar. Pois bem, andava eu a pensar que poderia haver uma revolução na forma como determinadas aldeias do concelho se têm guiado e, ao que parece, nada disso acontecerá. A queda dos anteriores cabeças de lista em algumas aldeias do concelho não teria de trazer novas e diversas formas de estar na política e na forma como são geridas essas mesmas aldeias? Sim, claro. Mas nada disso parece vir a acontecer, pois a contaminação das listas com esses figurões no segundo lugar das listas, contornando assim as determinações legislativas, não permitem alterações no modo de funcionamento da máquina viciada. E as freguesias vão pagar caro esse erro grosseiro dos putativos fantoches. Custa-me verificar isso, uma vez que continuo a acreditar que as pessoas são indivíduos com valores próprios e autónomos. Por isso estou chateado! A minha aldeia de crescimento está perante uma grande oportunidade de tomar um rumo para fora do declínio, mas continuamos a apreciar uma intenção de quintas e de pequenos poderes, que resultarão naquilo que aconteceu comigo (fui viver para outra aldeia e só venho aos fins-de-semana!). Será que ninguém percebe que não vamos lá com uma atitude de ganho privado e de obediência ao "soba"? Há vinte e tal anos criticava-se o outro por ser controlador e por agir de forma a favorecer o seu próprio apetite, mas agora não se critica a mesma atitude e a mesma postura? Custa-me verificar isto e não vou dar mais para esta causa. De forma a não me chatear com o que não me atinge diariamente, vou votar para outro lado. Sejam felizes!
P.S. - Este texto (reflexão?) é extensível a mais algumas dezenas de freguesias do concelho da Guarda e de outros concelhos do país.
O que vai sair daqui #2 - "Eles vão continuar «Os Maias»"
E para piorar a coisa devemos ler aqui as motivações para a criação desta continuação. Ao que parece o dinheiro continua a comandar e já se aproveita Eça para, de certa forma, fugir à sua fina ironia. Aposto (a brincar!) que Balsemão irá ser o salvador do jornalismo tão criticado por Eça, pois não acredito que ele seja caracterizado como um Palma Cavalão do pós-25 de Abril. Vamos ver que ainda surge no personagem Balsemão um sonho, jeito simples de criar prolepses nos romances, em que ele se vê a enterrar uma cápsula do tempo numa cidade provinciana do século XXI.
O que vai sair daqui #1 - "Seis escritores portugueses dão continuidade a «Os Maias» de Eça de Queiroz"
Ora aqui está uma "actividade" (?) que promete criar uma verdadeira guerra de palavras. A iniciativa é do "Expresso" e, tal como o grupo que o sustenta já fez em parte com "Os Lusíadas", promete trazer uma alegre discussão sobre os limites da criação literária. Como é óbvio, os autores convidados são na sua maioria bons e farão um bom trabalho, mas dizer que é a continuidade de "Os Maias" que vai aparecer... é demais! Será que o facto de um jornal fazer 40 anos lhe dá a legitimidade para, de certo modo, vulgarizar as o cânone literário de um país? Estou curioso para saber o que cada autor escreverá, mas talvez a dimensão simbólica das narrativas abertas seja mais importante do que a feira das vaidades que se aproveita da literatura.
Ler aqui a notícia.
Pensalamentos #91
ser vítima de mentira consciente
e de ocultação de sinceridade
tal como se de um estranho se tratasse
reunir em si a crença humana
e perder a ilusão de forma cruel
tal como se de um ignorante se tratasse
siga então a utopia solitária
e de ocultação de sinceridade
tal como se de um estranho se tratasse
reunir em si a crença humana
e perder a ilusão de forma cruel
tal como se de um ignorante se tratasse
siga então a utopia solitária
Repentes #27 - amizades da minha vida académica e cultural em Coimbra
Hoje acordei com uma sensação estranha de desagregação total, tendo em conta aquilo que soube sobre Famalicão da Serra (algo de que falarei mais daqui a umas horas) e com a notícia de que um amigo tinha morrido em Coimbra. Não, não era uma uma amizade de intensidade máxima ou de uma presença constante. Era uma amizade de empatia e de respeito mútuos. Foi nos tempos em que presidi ao Coral de Letras da Universidade de Coimbra (CLUC) que conheci e comecei a contactar com Mário Nunes, então Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra. Ele não tinha aqueles tiques de homem político que vive numa nuvem e que se considera superior a tudo e todos. O homem que eu conheci era de uma simpatia e de uma atenção extremas. Preocupado em fazer bem o seu serviço e em dar a conhecer a sua Coimbra e as várias realizações culturais da mesma. Um episódio muito curioso foi o dia em que fomos para Granada (Espanha) com o CLUC e, uma vez que uns dias antes ele nos tinha prometido umas recordações de Coimbra para as gentes andaluzes, Mário Nunes nos brindou com uma montanha de peças (entre livros e faiança) alusivos àquilo que Coimbra tem de melhor. Para além desta relação mais institucional, fiquei sempre com uma amizade pura por este homem que nos dava sempre um abraço e nos falava de forma educada e alegre. Nos últimos anos do meu afastamento de Coimbra, só o revia nos textos que escrevia para o jornal As Beiras. Hoje, este mesmo jornal na sua versão online, deu-me a triste notícia. Faleceu hoje, em Coimbra, e perdeu-se um homem bom.
Repentes #26 - pela Guarda e por Gouveia
Bonito, bonito, bonito é ver responsáveis por instituições de solidariedade social do distrito da Guarda, com responsabilidades enormes pelo nome das respectivas instituições, a fazerem uma campanha azeda de perseguição política. Eu pensava que era só pela Guarda que isto acontecia, mas por Gouveia também vai acontecendo e com força. Parece-me indecente que responsáveis partidários nacionais venham ao distrito dizer que "estão a ser perseguidas pessoas por outras cores partidárias" e depois sejam os elementos dessa mesma cor a fazê-lo no mesmo distrito. Talvez a vergonha comece mesmo a ganhar nomes num destes dias. Sim, ando atento à Guarda e a Gouveia e não estou a gostar nada dos "figurões" que apontam aos "colaboradores" e lhes dizem que "vão para o olho da rua se forem nesta ou naquela lista". E esta, hem?
terça-feira, junho 25, 2013
Repentes #25 - Longe e perto
Há quase uma semana que estou sem me aproximar da internet e só me sinto mal por não ter transmitido metade daquilo que pensei escrever para aqueles que gostam de ler o que por aqui se vai dizendo. De resto, só me fez bem!
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