esquecer fátima
ou o acaso
rezar
não como sempre
mas sempre ao contrário
quarta-feira, maio 14, 2014
domingo, maio 11, 2014
Pensalamentos #230 - cansaço
viver cansado
viver cansado
viver cansado
viver cansado
...
morrer cansado
viver cansado
viver cansado
viver cansado
...
morrer cansado
sexta-feira, maio 09, 2014
Crónica Bombeiros.pt: Pela boca morrerá o bombeiro
Muitas vezes nos habituámos/
habituamos a ouvir dos nossos “mais velhos”, dos pais e dos nossos conselheiros
da interacção social a célebre expressão “O SILÊNCIO É DE OURO”. No correr dos
dias e da nossa actividade profissional ou de outra espécie, lá fomos dando
conta (alguns mais do que outros) da razão que assistia a esses abençoados
seres que nos deram o “melhor” dos conselhos.
Há, porém, momentos em que NÃO
DEVEMOS, de forma alguma, seguir este sábio conselho e mantermos a cautelosa
recusa da voz. E é por isso mesmo que vos peço, a vós que ireis para o seio do
perigo e necessitareis de todas as armas possíveis: POR FAVOR, NÃO FIQUEM EM
SILÊNCIO! E, pedindo isto, reforço: oiçam a ordem superior, mas questionem-na
se não a entenderem/ compreenderem ou se sentirem que não serão capazes de
cumprir! Lembrem-se de que nenhum plano de ataque é cumprido com a exactidão da
projecção no papel e que os riscos, que surgem quando menos se esperam, têm de
ser evitados.
Para além disso que escrevo nas
linhas acima, ainda vos digo mais: usem a “porcaria” dos rádios! Sei que há
muitos que não os utilizam por vergonha, para evitar a crítica que outros fazem
à excessiva utilização do rádio, muitos dizendo que “os incêndios não se apagam
por rádio!” Lembrem-se que é através das comunicações que todos temos
consciência dos perigos ou das oportunidades do ataque a um incêndio: eles
servem, portanto, para questionar, para informar e, em suma, para nos ajudar a
manter vivos.
Para terminar, e para que todos
tenham uma boa missão, deixem-me voltar, insistentemente, à sabedoria popular
para a “virar do avesso”. Todos sabemos, por isso tantas vezes nos calamos, que
“pela boca morre o peixe”, mas também sabemos que, se optarmos pelo silêncio
obediente perante uma decisão claramente errada de quem comanda, PELA BOCA
MORRERÁ O BOMBEIRO!
Moimenta da Serra, 6 de Maio de 2014
Daniel António Neto Rocha
(publicado no Portal Bombeiros.pt)
sábado, maio 03, 2014
Instantes teatrais na Feira Ibérica de Turismo - Guarda (01-05-2014)
quinta-feira, maio 01, 2014
Pensalamentos #229 - punho
cair na desordem
gato vadio
com o norte no faro
vadio
com as sete vidas em punho
gato vadio
com o norte no faro
vadio
com as sete vidas em punho
quarta-feira, abril 30, 2014
Sair de um 31 dá em desconto! Só no dia 30 de Abril de 2014!

Dias especiais merecem tratamentos especiais.
Hoje, dia 30 de Abril (entre as 00h01m e as 23h59m), o livro "Refracções em Três Andamentos" está disponível para envio por correio com um desconto muito especial. Assim, o meu primeiro livro de poesia estará disponível não por 10€ mas sim ao preço promocional de 5€. Para beneficiar deste desconto, terão apenas de fazer a encomenda (para o endereço de email silenciosasdiscussoes@gmail.com, referindo no assunto Encomenda Refracções) e efectuar o pagamento até às 23h59m do dia 30 de Abril (mediante indicações fornecidas através do mesmo endereço de email).
Nota 1: esta promoção decorre apenas durante o dia 30 de Abril e apenas no blogue.
Nota 2: promoção limitada aos exemplares existentes.
Como comprar ou encomendar o livro "Refracções em três andamentos"? (actualizado)

(Actualizado no dia 04-04-2015)
O livro "Refracções em três andamentos" está neste momento à venda em Famalicão da Serra (na casa de infância deste vosso humilde servo) e em Moimenta da Serra - Gouveia, (na casa actual).
Para efectuar encomendas para fora dos locais indicados basta enviar um email para silenciosasdiscussoes@gmail.com, referindo no assunto da mensagem: Encomenda do livro REFRACÇÕES. Para um envio mais rápido, juntem logo a morada para onde pretendem o envio do livro.
O preço é este:
- Compra num local de venda ou ao autor =9 euros 5 euros
- Envio através dos CTT =10 euros 6 euros*
* Já inclui despesas de envio.
Atenção: sobram cerca de 10 exemplares. Depois destes, não há reedição.
O livro "Refracções em três andamentos" está neste momento à venda em Famalicão da Serra (na casa de infância deste vosso humilde servo) e em Moimenta da Serra - Gouveia, (na casa actual).
Para efectuar encomendas para fora dos locais indicados basta enviar um email para silenciosasdiscussoes@gmail.com, referindo no assunto da mensagem: Encomenda do livro REFRACÇÕES. Para um envio mais rápido, juntem logo a morada para onde pretendem o envio do livro.
O preço é este:
- Compra num local de venda ou ao autor =
- Envio através dos CTT =
* Já inclui despesas de envio.
Atenção: sobram cerca de 10 exemplares. Depois destes, não há reedição.
terça-feira, abril 29, 2014
Pensalamentos #228 - quase no fim
instante
indefinido ou mordaz
quase no fim da linha
quase no fim
de tudo
do instante
do fim
quinta-feira, abril 24, 2014
Pensalamentos #227 - urgente
o silêncio
urgente
cegou-me a ânsia
e calou-me a alma
ateando os sons
duros
nas fímbrias
da ilusão
urgente
cegou-me a ânsia
e calou-me a alma
ateando os sons
duros
nas fímbrias
da ilusão
quarta-feira, abril 23, 2014
terça-feira, abril 22, 2014
Pensalamentos #225 - gigantes
ter gigantes
sobre os meus ombros
empoleirados para um bem maior
e ser o garante
infeliz
da sua ascensão
sobre os meus ombros
empoleirados para um bem maior
e ser o garante
infeliz
da sua ascensão
quinta-feira, abril 17, 2014
Gabriel García Márquez: tanto que ficou por escrever
Em 2002, ano em que me divertia noite dentro com livros, Gabriel García Márquez lançava "Viver para contá-la" a então primeira parte daquilo que se pensava vir a ser uma autobiografia em dois volumes. "Devorei" aquele pequeno tesouro em dois ou três dias e esperava ansiosamente a sua continuação. Com o passar do tempo e com as más notícias que a saúde de García Márquez gritava, comecei a temer não vir a conhecer essa segunda parte. Hoje a pior notícia chegou!
Claro que já algo naquele homem estava silenciado, fazendo lembrar o início do seu primeiro conto publicado, "A terceira resignação": "Ali estava outra vez o
ruído. Aquele ruído frio, cortante, vertical, que tão bem conhecia já, mas que
agora se lhe apresentava agudo e doloroso, como se de um dia para o outro se
tivesse desabituado dele." E é este silêncio, tão pleno de palavras, que hoje ganha vida com a morte de um García Márquez que eu, na minha leitura, aprendi como simples e tremendamente vivo!
Até sempre, Mestre Márquez!
A mais velha profissão do mundo
E ao contrário daquilo que os "gulosos" esperariam, não, não se trata de prostituição mas, sim, de algo muito similar. É impressionante como, em quem se quereria isento e capaz de analisar a realidade de forma coerente, se assiste à proliferação da opinião "nim". Esta, uma espécie de doença rara mas mais antiga do que a até agora apelidada como a mais antiga do mundo, consiste na avença (paga, claro está) a determinadas figuras que empestam jornais, televisões e rádios, e que se acotovelam na defesa intransigente do líder (que, leia-se, não é só o que tem o poder absoluto mas também aquele que tem os pequenos poderes) e das suas decisões, mesmo que estas sejam completamente contrárias àquilo que a figura opinativa pensa, ou melhor, acha!
É, portanto, a mais velha profissão do mundo: a de defensor do chefe de fila!
Basta ler, ver ou ouvir um qualquer meio de comunicação social durante "o poder" de dois partidos diferentes para percebermos as incongruências discursivas de uns e outros. Custará assim tanto ser coerente? Ou o ganho pessoal é maior se optarmos por fazer de conta que até somos um pouco "esquecidos"?
quarta-feira, abril 16, 2014
terça-feira, abril 15, 2014
As portas que Abril abriu #1 - fome
Vários relatórios indicam níveis tremendos de fome ao nível das crianças e a discussão mediática está centrada na forma como Portugal deve sair do empréstimo que a Europa e compinchas fizeram?
As portas que Abril abriu são negras!
segunda-feira, abril 14, 2014
Repentes #37 - os cargos
Há, no dias de hoje, uma interessante e preocupante questão que deveria ser interiorizada e pensada por todos: O que são cargos públicos? Pois bem, isto é algo que, hoje, tem uma leitura muito complexa e muito limitada, pois os cargos públicos de hoje são uma espécie de prémio que se dá a quem "ajuda" a chegar a um determinado sítio. No entanto, e da experiência de cidadania que cada um de nós deve ter, estes cargos devem ser de gente capaz e competente para melhorar a "coisa pública" que se gere. É este o caso em Portugal? Não, não, não. Não estará na hora de nós, eternos culpados pelo mal do país, começarmos a exigir e a forçar que haja responsabilidade, e não desvios, na gestão daquilo que nos sai do bolso? Vejam o caso das mais recentes notícias sobre fundos europeus e de um desejo intenso dos gestores portugueses em ter mais dinheiro para estradas. Isto é responsabilidade?
sexta-feira, abril 11, 2014
Pensalamentos #222 - preocupação
a preocupação
ronda ronda ronda
em ziguezagues
turbulentos
em demandas singulares
em vistas curtas e umbiguistas
em ziguezague em ziguezague em ziguezague
olhando
só
só
pensando
só
só
em si
ronda ronda ronda
em ziguezagues
turbulentos
em demandas singulares
em vistas curtas e umbiguistas
em ziguezague em ziguezague em ziguezague
olhando
só
só
pensando
só
só
em si
quarta-feira, abril 09, 2014
Pensalamentos #221 - sei
dar conta
dos dias e das horas das mentiras
sensíveis
e correr
agressivamente
os segundos que faltam
para o fim
dos dias e das horas das mentiras
sensíveis
e correr
agressivamente
os segundos que faltam
para o fim
segunda-feira, abril 07, 2014
Pensalamentos #219 - silêncio
e o silêncio
outrora ingrato e cruel
começa a parecer-me grato
nos olhos de quem o assume
infiel
outrora ingrato e cruel
começa a parecer-me grato
nos olhos de quem o assume
infiel
sábado, abril 05, 2014
Nova imagem da Câmara Municipal da Guarda
Ao ver as imagens e as frases (escritas e ditas) da nova "imagem corporativa" da Câmara Municipal da Guarda, nem sei como fiquei.
Sim, cores vivas, alegres, parecendo que o arquitecto Tomás Taveira chegou à cidade, e merecedoras de enriquecer os próximos cartazes carnavalescos. Mas, sinceramente, é assim que deve ser uma imagem formal de uma cidade? Não concordo! E desculpem lá por isso! A justificação parece aparecer no vídeo de explicação da construção da nova imagem e a associação com "o dar cor à vida das pessoas" é demasiado demagógica e digna de figurar em manuais de enganos. A vida das pessoas, para este senhores, melhora apenas com o apogeu da "imagem" e da "cor"? Espero bem que não, senhores, e que este princípio seja apenas uma postura colorida para o lado fanfarrão da vossa actuação. Sim, estou a dizer que espero que também haja o outro lado - o do trabalho honesto e não ludibriante.
Por outro lado, a frase é dúbia em demasia (e eu até gosto de caleidoscópios linguísticos) e fez-me logo pressentir uma associação não muito favorável: "cada um por si". Admito que possa ser uma ligação estranha, mas sendo possível... leva ao descrédito. Para além disso, todos sabemos que existe ostracização na cidade, seja qual for o partido (pois as famílias, senhores, continuam a mandar).
Para terminar, aquela pequena imagem associada à cultura... Não é possível colocar o ponto mais alto virado para baixo, rodando a imagem 180º? É que com aquele castanho... parece uma "poia"! Espero que não seja um mau prenúncio para aquilo que aí virá na cultura!
Já o facto de o designer dizer que se baseou numa caixa tridimensional... nem sequer vou comentar!
quarta-feira, abril 02, 2014
Crato desmonta o imbróglio
O texto que o jornal "Público" utiliza como forma de chamar a atenção da notícia na sua página do Facebook é elucidativo: "O mapa de Portugal regressa às salas de aula. Desta vez não há ultramar, só mar." Crato e os seus compinchas são a nova face de uma política antiga e incapaz de fugir à totalitarismo e à autodeificação. E até a colocação dos enganosos mapas é "aconselhada" para a mesma hora, numa estupidificante acção de propaganda ideológica e de aparente enobrecimento do acto. O senhor Crato não quer também rezar o "Pai Nosso" enquanto se agradece ao criador o facto de sermos portugueses cheios de água? (Nota: sou católico e percebo bem a ironia que utilizo.) Absurdo, estupidificante, presunçoso, arrogante e, também, de um nacionalismo "bacoco" e "balofo" que faz lembrar as mais primárias acções da corja de Salazar! "Não discutimos a pátria!" faltará afirmar a pulmões pujantes a este pequeno tirano de falsas insinuações. Grande Portugal, feito de água! Sim, agora é mais fácil perceber por que é que vamos metendo tanta e de forma imparável! Em mês de Abril, daquele Abril que se diz da liberdade, faltará alguém fazer uma grande análise aos valores de Abril que são preconizados e efectivados pelos "donos da democracia"!
O senhor Crato virá dizer que ele, sim, viveu e sofreu com a ditadura. Eu, bem mais novo, não vivi nem sofri com "aquela ditadura". Conclusão: ele não aprendeu nada com aquilo que viveu e que (duvido, mas...) sofreu; eu aprendi com "aquela" e com esta que agora vivemos!
terça-feira, abril 01, 2014
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