(Ao Toninho e ao seu menino)
Mesmo à noite
quando espreitavas os meus gestos
mais pequenos e incautos
cruzavas o horizonte
com sonhos de ternura ou
de suspeita aventura
que enchiam os céus
e os agora chorosos corações
No escuro
enquanto repousavas
esquecias-te de ti
e davas cuidadas demandas
em torno do meu berço
onde eu sonhava em ser
assim como tu
No vazio
que hoje te invadiu
e que me roubou a ti
encontra a minha lágrima
e com ela
alimenta-te
lembrando-te de mim.
(30-7-2012)
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